Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Cannubis
Cannubis é natural de São Luís Ma mas agora vive perdida entre as vielas fétidas de sua mente sequelada. Odeia finais felizes e por isso vive embriagada de terror e de seus subgêneros, vomita na cara dos padrões impostos pela sociedade enquanto da vida a CANNUBiS seu filho, irmão e amante. Dirige pela periferia de São luis um Opala preto e tem como companhia o top five dos mais procurados do submundo, coleciona as capsulas de balas que mataram gente como kennedy, Jhon Lennon e Tupac... Foi depois de tomar um shot de bournon que ela emprestou suas mãos a um cão infernal para escrever “DEIXAI TODA ESPERANÇA, Ó VÓS QUE ENTRAIS!" no umbral dos portões infernais da comedia de Dante Alighieri. Quer um conselho? Não leiam com carinho pois aqui não se prega a paz. Como morbitvs vividvs diz: "Uma bandeira branca é como o pus de um ser putrefato".
@arj.Wanessa - instagram
@CANNUBiS.cg - wattpad







Por todas as vezes que eu não te comi

Semana de carnaval, confra da empresa.

Enquanto todos fingem estar felizes com suas fantasias hipócritas, o maior dos clichês acontecia na sala da gerencia.

Patrão e funcionária, 50 tons de luxúria, um espetaculo encenado por dois corpos suados, usando a mesa de reuniões como palco.

As camisinhas não saíram da carteira mas o tesão acumulado foi liberado em orgasmos violentos. Desordem na sala do chefe.

Lá se vai o “juro ser fiel, honrar-te e respeitar-te” e todo aquele blá blá blá ensaiado.

O carnaval acabou e Tânia era a “amiga” da vez na garupa da moto do patrão.
A paranóia assombrava o marido de forma cada vez mais intensa, até que um aplicativo espião
fora instalado no celular de Tânia.
A boca seca no minuto que antecede ao descontrole, tudo para numa desaceleração
equivalente de corpo e alma. O mundo de ilusões do casamento perfeito desmoronando sob os
escombros dos detalhes de uma traição.
A descoberta fizera a angústia na forma mais agressiva brotar no peito do marido injustiçado, e
a cereja do bolo? A gravidez da esposa infiel.
O que resta para um homem traído e amargurado se não comemorar a vida da forma mais
nociva possível? Que Dionísio tenha piedade e que Baco abençoe seu fígado.
>>>>>>>>>>>>>>>>>
Dezenas de garrafas espalhadas no chão do bar.
O rosto esquenta com o prenúncio de choro e a voz de Fátima, sua mãe, vem a mente. “Engole
o choro!”.

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Cannubis
Por todas as vezes que eu não te comi

Semana de carnaval, confra da empresa.

Enquanto todos fingem estar felizes com suas fantasias hipócritas, o maior dos clichês acontecia na sala da gerencia.

Patrão e funcionária, 50 tons de luxúria, um espetaculo encenado por dois corpos suados, usando a mesa de reuniões como palco.

As camisinhas não saíram da carteira mas o tesão acumulado foi liberado em orgasmos violentos. Desordem na sala do chefe.

Lá se vai o “juro ser fiel, honrar-te e respeitar-te” e todo aquele blá blá blá ensaiado.

O carnaval acabou e Tânia era a “amiga” da vez na garupa da moto do patrão.
A paranóia assombrava o marido de forma cada vez mais intensa, até que um aplicativo espião
fora instalado no celular de Tânia.
A boca seca no minuto que antecede ao descontrole, tudo para numa desaceleração
equivalente de corpo e alma. O mundo de ilusões do casamento perfeito desmoronando sob os
escombros dos detalhes de uma traição.
A descoberta fizera a angústia na forma mais agressiva brotar no peito do marido injustiçado, e
a cereja do bolo? A gravidez da esposa infiel.
O que resta para um homem traído e amargurado se não comemorar a vida da forma mais
nociva possível? Que Dionísio tenha piedade e que Baco abençoe seu fígado.
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Dezenas de garrafas espalhadas no chão do bar.
O rosto esquenta com o prenúncio de choro e a voz de Fátima, sua mãe, vem a mente. “Engole
o choro!”.

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