Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Cannubis
Cannubis é natural de São Luís Ma mas agora vive perdida entre as vielas fétidas de sua mente sequelada. Odeia finais felizes e por isso vive embriagada de terror e de seus subgêneros, vomita na cara dos padrões impostos pela sociedade enquanto da vida a CANNUBiS seu filho, irmão e amante. Dirige pela periferia de São luis um Opala preto e tem como companhia o top five dos mais procurados do submundo, coleciona as capsulas de balas que mataram gente como kennedy, Jhon Lennon e Tupac... Foi depois de tomar um shot de bournon que ela emprestou suas mãos a um cão infernal para escrever “DEIXAI TODA ESPERANÇA, Ó VÓS QUE ENTRAIS!" no umbral dos portões infernais da comedia de Dante Alighieri. Quer um conselho? Não leiam com carinho pois aqui não se prega a paz. Como morbitvs vividvs diz: "Uma bandeira branca é como o pus de um ser putrefato".
@arj.Wanessa - instagram
@CANNUBiS.cg - wattpad







Por todas as vezes que eu não te comi

E engoliu mesmo, choro regado a álcool. Podia até não comer a mulher a mais de dez anos
mas era macho! “Homem não chora Done” dizia Fátima em sua cabeça.
O bar fechando e a desgraça que adora uma companhia apontava para o Fiat mini mal
estacionado, convidando ambos para uma aventura.
As luzes dos postes passam pela janela do carro como borrões luminosos mas ainda é cedo e
as avenidas congestionadas o obrigam a colocar o pé no freio.
O carro para, Helidone desde o ziper.
As mãos tentam reviver uma habilidade esquecida pelo desuso, os dedos meio dormentes
envolvem o membro flácido que lembra um tentáculo de lula morta.
As técnicas de um moleque punheteiro vêm a tona. Pressão na glande, velocidade…
Nada.
Suor escorre pela testa, a respiração torna-se difícil. Não devia ter fumado aqueles cigarros.
Mais velocidade…
Nada.
Então o choro a anos reprimido explode acompanhado de soluços descontrolados e ranger de dentes.
Cego de ódio e dor, nada de pé no freio. A ira assume o controle do GPS e o leva para as ruas
escuras que nascem da avenida São Luís rei de França, onde todo tipo de serviço mundano é
oferecido.

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Cannubis
Por todas as vezes que eu não te comi

E engoliu mesmo, choro regado a álcool. Podia até não comer a mulher a mais de dez anos
mas era macho! “Homem não chora Done” dizia Fátima em sua cabeça.
O bar fechando e a desgraça que adora uma companhia apontava para o Fiat mini mal
estacionado, convidando ambos para uma aventura.
As luzes dos postes passam pela janela do carro como borrões luminosos mas ainda é cedo e
as avenidas congestionadas o obrigam a colocar o pé no freio.
O carro para, Helidone desde o ziper.
As mãos tentam reviver uma habilidade esquecida pelo desuso, os dedos meio dormentes
envolvem o membro flácido que lembra um tentáculo de lula morta.
As técnicas de um moleque punheteiro vêm a tona. Pressão na glande, velocidade…
Nada.
Suor escorre pela testa, a respiração torna-se difícil. Não devia ter fumado aqueles cigarros.
Mais velocidade…
Nada.
Então o choro a anos reprimido explode acompanhado de soluços descontrolados e ranger de dentes.
Cego de ódio e dor, nada de pé no freio. A ira assume o controle do GPS e o leva para as ruas
escuras que nascem da avenida São Luís rei de França, onde todo tipo de serviço mundano é
oferecido.

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