Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Cannubis
Cannubis é natural de São Luís Ma mas agora vive perdida entre as vielas fétidas de sua mente sequelada. Odeia finais felizes e por isso vive embriagada de terror e de seus subgêneros, vomita na cara dos padrões impostos pela sociedade enquanto da vida a CANNUBiS seu filho, irmão e amante. Dirige pela periferia de São luis um Opala preto e tem como companhia o top five dos mais procurados do submundo, coleciona as capsulas de balas que mataram gente como kennedy, Jhon Lennon e Tupac... Foi depois de tomar um shot de bournon que ela emprestou suas mãos a um cão infernal para escrever “DEIXAI TODA ESPERANÇA, Ó VÓS QUE ENTRAIS!" no umbral dos portões infernais da comedia de Dante Alighieri. Quer um conselho? Não leiam com carinho pois aqui não se prega a paz. Como morbitvs vividvs diz: "Uma bandeira branca é como o pus de um ser putrefato".
@arj.Wanessa - instagram
@CANNUBiS.cg - wattpad







Por todas as vezes que eu não te comi

O carro reduz a velocidade próximo a uma esquina e em uma fração de segundos prostitutas
surgem de todos os lados e o cercam como formigas cercam um farelo de doce no chão.
Dedos longos de unhas compridas pousam sobre a janela entreaberta, os olhares não se
cruzam e a inegável beleza de traços latinos da prostituta é ignorada. A exigência máxima do
convite é que a dama da noite entre o mais rápido possível no carro.
No pequeno instante quase sem existência a caminho do primeiro motel barato, nenhuma
palavra trocada. A prostituta acende um cigarro e três tragos depois uma placa em neon
indica: “Overnight’s motel”, logo abaixo em letras miúdas “WiFi grátis”.
No quarto pálido de teto empoeirado a atmosfera com cheiro de morfo aperta o pescoço, nada
de espelhos, apenas uma cama redonda com lençóis amarelados e um um telefone de parede.
“Disque 9 para contatar a recepção”
A mulher puxa um saquinho ziploc do decote, desata o único nó que prende o vestido ao seu
corpo e o tecido fino desliza por sua pele em uma cascata ate cair no chão.
Nada por baixo.
Ela derrama o conteúdo do ziploc sobre o dorso da mão e aspira metade do pó branco por uma
das narinas.
Sem saber o que fazer, Helidone desce as calças pois é isso que ela espera que ele faça.
Observa a mulher subir na cama com movimentos felinos, abrindo as pernas, movendo
habilmente a pélvis ate os labios de sua vulva estarem totalmente expostos.
Nenhuma ereção.

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Cannubis
Por todas as vezes que eu não te comi

O carro reduz a velocidade próximo a uma esquina e em uma fração de segundos prostitutas
surgem de todos os lados e o cercam como formigas cercam um farelo de doce no chão.
Dedos longos de unhas compridas pousam sobre a janela entreaberta, os olhares não se
cruzam e a inegável beleza de traços latinos da prostituta é ignorada. A exigência máxima do
convite é que a dama da noite entre o mais rápido possível no carro.
No pequeno instante quase sem existência a caminho do primeiro motel barato, nenhuma
palavra trocada. A prostituta acende um cigarro e três tragos depois uma placa em neon
indica: “Overnight’s motel”, logo abaixo em letras miúdas “WiFi grátis”.
No quarto pálido de teto empoeirado a atmosfera com cheiro de morfo aperta o pescoço, nada
de espelhos, apenas uma cama redonda com lençóis amarelados e um um telefone de parede.
“Disque 9 para contatar a recepção”
A mulher puxa um saquinho ziploc do decote, desata o único nó que prende o vestido ao seu
corpo e o tecido fino desliza por sua pele em uma cascata ate cair no chão.
Nada por baixo.
Ela derrama o conteúdo do ziploc sobre o dorso da mão e aspira metade do pó branco por uma
das narinas.
Sem saber o que fazer, Helidone desce as calças pois é isso que ela espera que ele faça.
Observa a mulher subir na cama com movimentos felinos, abrindo as pernas, movendo
habilmente a pélvis ate os labios de sua vulva estarem totalmente expostos.
Nenhuma ereção.

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