Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Cannubis
Cannubis é natural de São Luís Ma mas agora vive perdida entre as vielas fétidas de sua mente sequelada. Odeia finais felizes e por isso vive embriagada de terror e de seus subgêneros, vomita na cara dos padrões impostos pela sociedade enquanto da vida a CANNUBiS seu filho, irmão e amante. Dirige pela periferia de São luis um Opala preto e tem como companhia o top five dos mais procurados do submundo, coleciona as capsulas de balas que mataram gente como kennedy, Jhon Lennon e Tupac... Foi depois de tomar um shot de bournon que ela emprestou suas mãos a um cão infernal para escrever “DEIXAI TODA ESPERANÇA, Ó VÓS QUE ENTRAIS!" no umbral dos portões infernais da comedia de Dante Alighieri. Quer um conselho? Não leiam com carinho pois aqui não se prega a paz. Como morbitvs vividvs diz: "Uma bandeira branca é como o pus de um ser putrefato".
@arj.Wanessa - instagram
@CANNUBiS.cg - wattpad







Por todas as vezes que eu não te comi

A dança silenciosa continua e ela parece se divertir enquanto aperta os seios numa provocação
irresistível.
Helidone a observa com o olhar vazio, o rosto inchado de chorar, as mãos ainda trêmulas,
como sempre quando diante de uma mulher.
Como cliente, poderoso! Dinheiro na carteira pronto pra ser gasto. Como homem, humilhado,
envergonhado de olha-la e não sentir o que se espera que um homem sinta ao olhar para uma
mulher como aquela.
Uma prostituta não é bem o que se pode chamar de presa fácil para um romântico incurável, mas aquela encena direitinho.

Olha para o pênis flácido, murcho como se não pertencesse a um ser humano vivo e não
desdenha, já vira caras como esse antes, sabe que precisam de mais atenção, mais tempo,
mais estímulo.
Aumenta a intensidade dos movimentos, estica os lábios pintados de vermelho num sorriso
capaz de arrancar até o ultimo centavo de um homem.
Experiente e astuta, a mulher geme manhosa, chamando-o, revira os olhos e abre cada vez
mais as pernas.
Mesmo com todo esforço, nenhuma ereção. Só a necessidade de fazer algo por alguem que
parece tão solícito.
Helidone se aproxima e lentamente aperta o pescoço delicado com as duas mãos. Fecha os
olhos e se concentra.

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Cannubis
Por todas as vezes que eu não te comi

A dança silenciosa continua e ela parece se divertir enquanto aperta os seios numa provocação
irresistível.
Helidone a observa com o olhar vazio, o rosto inchado de chorar, as mãos ainda trêmulas,
como sempre quando diante de uma mulher.
Como cliente, poderoso! Dinheiro na carteira pronto pra ser gasto. Como homem, humilhado,
envergonhado de olha-la e não sentir o que se espera que um homem sinta ao olhar para uma
mulher como aquela.
Uma prostituta não é bem o que se pode chamar de presa fácil para um romântico incurável, mas aquela encena direitinho.

Olha para o pênis flácido, murcho como se não pertencesse a um ser humano vivo e não
desdenha, já vira caras como esse antes, sabe que precisam de mais atenção, mais tempo,
mais estímulo.
Aumenta a intensidade dos movimentos, estica os lábios pintados de vermelho num sorriso
capaz de arrancar até o ultimo centavo de um homem.
Experiente e astuta, a mulher geme manhosa, chamando-o, revira os olhos e abre cada vez
mais as pernas.
Mesmo com todo esforço, nenhuma ereção. Só a necessidade de fazer algo por alguem que
parece tão solícito.
Helidone se aproxima e lentamente aperta o pescoço delicado com as duas mãos. Fecha os
olhos e se concentra.

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