Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Cannubis
Cannubis é natural de São Luís Ma mas agora vive perdida entre as vielas fétidas de sua mente sequelada. Odeia finais felizes e por isso vive embriagada de terror e de seus subgêneros, vomita na cara dos padrões impostos pela sociedade enquanto da vida a CANNUBiS seu filho, irmão e amante. Dirige pela periferia de São luis um Opala preto e tem como companhia o top five dos mais procurados do submundo, coleciona as capsulas de balas que mataram gente como kennedy, Jhon Lennon e Tupac... Foi depois de tomar um shot de bournon que ela emprestou suas mãos a um cão infernal para escrever “DEIXAI TODA ESPERANÇA, Ó VÓS QUE ENTRAIS!" no umbral dos portões infernais da comedia de Dante Alighieri. Quer um conselho? Não leiam com carinho pois aqui não se prega a paz. Como morbitvs vividvs diz: "Uma bandeira branca é como o pus de um ser putrefato".
@arj.Wanessa - instagram
@CANNUBiS.cg - wattpad







Por todas as vezes que eu não te comi

Odiava perder o controle, odiava ver as coisas saindo fora do planejado. Toda a sua vida seria
exposta nos jornais sangrentos de São Luís, seu nome transformaria-se em estatística de
qualquer data foda-se sobre feminicidio.

A realidade atinge-o e reduz sua vida, seu emprego, sua familia, seu legado… A nada.

Que deus o perdoasse, o cheiro morno do cadáver o hipnotizava como alguém que pudesse sugestionar sua mente, manipulando sua percepção da realidade.

Sem um relógio no pulso e com o celular estilhaçado na sala de casa a única prova de que a hora estava passando era que o corpo começara a esfriar.

Uma especie de volúpia infernal emerge do recôndito de sua alma, enraiza por seu corpo como um câncer no cérebro de sua moral e consome aos poucos a beleza de sua integridade.

Algo no corpo morto o chamava aos sussurros, algo silencioso, que chegava aos poucos, enrigecendo os membros da prostituta morta, algo realmente transmissível pois enrigecia seus membros também.

No quarto minusculo o calor intenso. Uma agonia torturante, o corpo estendido na cama gelado como so os corpos mortos costumam ser, um oásis, um prazer.

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Cannubis
Por todas as vezes que eu não te comi

Odiava perder o controle, odiava ver as coisas saindo fora do planejado. Toda a sua vida seria
exposta nos jornais sangrentos de São Luís, seu nome transformaria-se em estatística de
qualquer data foda-se sobre feminicidio.

A realidade atinge-o e reduz sua vida, seu emprego, sua familia, seu legado… A nada.

Que deus o perdoasse, o cheiro morno do cadáver o hipnotizava como alguém que pudesse sugestionar sua mente, manipulando sua percepção da realidade.

Sem um relógio no pulso e com o celular estilhaçado na sala de casa a única prova de que a hora estava passando era que o corpo começara a esfriar.

Uma especie de volúpia infernal emerge do recôndito de sua alma, enraiza por seu corpo como um câncer no cérebro de sua moral e consome aos poucos a beleza de sua integridade.

Algo no corpo morto o chamava aos sussurros, algo silencioso, que chegava aos poucos, enrigecendo os membros da prostituta morta, algo realmente transmissível pois enrigecia seus membros também.

No quarto minusculo o calor intenso. Uma agonia torturante, o corpo estendido na cama gelado como so os corpos mortos costumam ser, um oásis, um prazer.

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