Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Cannubis
Cannubis é natural de São Luís Ma mas agora vive perdida entre as vielas fétidas de sua mente sequelada. Odeia finais felizes e por isso vive embriagada de terror e de seus subgêneros, vomita na cara dos padrões impostos pela sociedade enquanto da vida a CANNUBiS seu filho, irmão e amante. Dirige pela periferia de São luis um Opala preto e tem como companhia o top five dos mais procurados do submundo, coleciona as capsulas de balas que mataram gente como kennedy, Jhon Lennon e Tupac... Foi depois de tomar um shot de bournon que ela emprestou suas mãos a um cão infernal para escrever “DEIXAI TODA ESPERANÇA, Ó VÓS QUE ENTRAIS!" no umbral dos portões infernais da comedia de Dante Alighieri. Quer um conselho? Não leiam com carinho pois aqui não se prega a paz. Como morbitvs vividvs diz: "Uma bandeira branca é como o pus de um ser putrefato".
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Por todas as vezes que eu não te comi

Sentiu vontade de beija-la, de correr os dedos por seu corpo, entrar em seu sexo, não por dinheiro, não por amor, apenas corpo, apenas carne.

O membro quase esquecido no corpo, cresce, não possui o brilho lustroso dos atores pornográficos, muito menos o tamanho imponente que os fazem famosos; possui nódulos e marcas escuras, está quase atrofiado pelos anos hibernando. Mas ergue-se, contrariando os médicos que o decretaram para sempre como morto, está ereto, Helidone observa como a ceia é vasta e finalmente assume como é grande o seu apetite.

Afunda no corpo morto, com a fome de anos, um leão sobre a gazela, de um momento para o outro predador por natureza.

Aquela boceta não pode se autolubrificar, não pode ficar molhadinha como dizem que é bom, mas isso não importa, a carne é fria, macia, seus corpos não se misturam, se unificam.

O cérebro lateja, Helidone aperta os olhos no momento em que o coito explode de dentro de sua alma direto para o ventre do cadáver. Prende a respiração, prolongando ao maximo aquela sensação.

O último passo do covarde talvez seja o primeiro do valente e a recompensa disso: um pau renascido das cinzas como a fênix.

Ossos tremendo, cérebro latejando. Chave na ignição e a placa néon sumindo no retrovisor do Fiat.

Do lado de fora do motel as luzes da cidade acentuam o brilho que a vida de Helidone acaba de ganhar.

 

 

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Cannubis
Por todas as vezes que eu não te comi

Sentiu vontade de beija-la, de correr os dedos por seu corpo, entrar em seu sexo, não por dinheiro, não por amor, apenas corpo, apenas carne.

O membro quase esquecido no corpo, cresce, não possui o brilho lustroso dos atores pornográficos, muito menos o tamanho imponente que os fazem famosos; possui nódulos e marcas escuras, está quase atrofiado pelos anos hibernando. Mas ergue-se, contrariando os médicos que o decretaram para sempre como morto, está ereto, Helidone observa como a ceia é vasta e finalmente assume como é grande o seu apetite.

Afunda no corpo morto, com a fome de anos, um leão sobre a gazela, de um momento para o outro predador por natureza.

Aquela boceta não pode se autolubrificar, não pode ficar molhadinha como dizem que é bom, mas isso não importa, a carne é fria, macia, seus corpos não se misturam, se unificam.

O cérebro lateja, Helidone aperta os olhos no momento em que o coito explode de dentro de sua alma direto para o ventre do cadáver. Prende a respiração, prolongando ao maximo aquela sensação.

O último passo do covarde talvez seja o primeiro do valente e a recompensa disso: um pau renascido das cinzas como a fênix.

Ossos tremendo, cérebro latejando. Chave na ignição e a placa néon sumindo no retrovisor do Fiat.

Do lado de fora do motel as luzes da cidade acentuam o brilho que a vida de Helidone acaba de ganhar.

 

 

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