Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Cannubis
Cannubis é natural de São Luís Ma mas agora vive perdida entre as vielas fétidas de sua mente sequelada. Odeia finais felizes e por isso vive embriagada de terror e de seus subgêneros, vomita na cara dos padrões impostos pela sociedade enquanto da vida a CANNUBiS seu filho, irmão e amante. Dirige pela periferia de São luis um Opala preto e tem como companhia o top five dos mais procurados do submundo, coleciona as capsulas de balas que mataram gente como kennedy, Jhon Lennon e Tupac... Foi depois de tomar um shot de bournon que ela emprestou suas mãos a um cão infernal para escrever “DEIXAI TODA ESPERANÇA, Ó VÓS QUE ENTRAIS!" no umbral dos portões infernais da comedia de Dante Alighieri. Quer um conselho? Não leiam com carinho pois aqui não se prega a paz. Como morbitvs vividvs diz: "Uma bandeira branca é como o pus de um ser putrefato".
@arj.Wanessa - instagram
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Rei da noite

Seus dedos longos são ágeis e se movem como enguias elétricas, destilando do violão os acordes mais bonitos e improváveis nunca antes ouvidos em toda a região.

As habilidades de um garoto do campo com um instrumento musical chamara atenção de curiosos amantes da música, mas nada é deixado escapar.

A plateia foca na totalidade do show e poucos se atentam ao detalhe de que Bob jamais encara quem quer que seja. Tal comportamento é visto por alguns como característica de uma personalidade introvertida, tímida…

Mas suas técnicas são veladas pela sagacidade de quem burlou a forma justa de se adquirir conhecimento. Bob conta com a mais antiga das trapaças, recorreu ao diabo para satisfazer sua vaidade.

Seu talento inegável se deve a um pacto de encruzilhada.

A essa altura Bob sabe que estou aqui, olha e sorri em minha direção.Talvez imagine que eu não sou exatamente um “quem”, sou mais um “O que”.

Sou o que as beatas têm medo, sou que as igrejas abominam, sou a sombra que arrepia a espinha. Sou o demônio que ensinou o velho Bob a tocar violão em cima de uma lápide a meia-noite.

Não foi muito esperto de sua parte achar que com uma garrafa de whisky eu daria a ele um talento como o que ele possui agora, eu sempre quero mais do que oferecem.

Negócios como esse são meras distrações, caprichos devo dizer. Sobre viver a eternidade, consigo levar um tiro na cara e continuar lúcido.

Os dedos do músico se movem loucamente pelas 7 cordas do violão. Você ouve a canção e acredita que são duas ou mais pessoas tocando ao mesmo tempo, ele está sozinho, é somente ele em um palco de madeira morfada, revirando os olhos, encharcado de suor.

O êxtase criativo que abate os sentidos do músico explode e os estilhaços voam por todos os lados, seu sorriso perde o controle como um trem desgovernado saindo dos trilhos rumo à desgraça, lábios retorcidos, dentes a mostra.

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Cannubis
Rei da noite

Seus dedos longos são ágeis e se movem como enguias elétricas, destilando do violão os acordes mais bonitos e improváveis nunca antes ouvidos em toda a região.

As habilidades de um garoto do campo com um instrumento musical chamara atenção de curiosos amantes da música, mas nada é deixado escapar.

A plateia foca na totalidade do show e poucos se atentam ao detalhe de que Bob jamais encara quem quer que seja. Tal comportamento é visto por alguns como característica de uma personalidade introvertida, tímida…

Mas suas técnicas são veladas pela sagacidade de quem burlou a forma justa de se adquirir conhecimento. Bob conta com a mais antiga das trapaças, recorreu ao diabo para satisfazer sua vaidade.

Seu talento inegável se deve a um pacto de encruzilhada.

A essa altura Bob sabe que estou aqui, olha e sorri em minha direção.Talvez imagine que eu não sou exatamente um “quem”, sou mais um “O que”.

Sou o que as beatas têm medo, sou que as igrejas abominam, sou a sombra que arrepia a espinha. Sou o demônio que ensinou o velho Bob a tocar violão em cima de uma lápide a meia-noite.

Não foi muito esperto de sua parte achar que com uma garrafa de whisky eu daria a ele um talento como o que ele possui agora, eu sempre quero mais do que oferecem.

Negócios como esse são meras distrações, caprichos devo dizer. Sobre viver a eternidade, consigo levar um tiro na cara e continuar lúcido.

Os dedos do músico se movem loucamente pelas 7 cordas do violão. Você ouve a canção e acredita que são duas ou mais pessoas tocando ao mesmo tempo, ele está sozinho, é somente ele em um palco de madeira morfada, revirando os olhos, encharcado de suor.

O êxtase criativo que abate os sentidos do músico explode e os estilhaços voam por todos os lados, seu sorriso perde o controle como um trem desgovernado saindo dos trilhos rumo à desgraça, lábios retorcidos, dentes a mostra.

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