Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Cannubis
Cannubis é natural de São Luís Ma mas agora vive perdida entre as vielas fétidas de sua mente sequelada. Odeia finais felizes e por isso vive embriagada de terror e de seus subgêneros, vomita na cara dos padrões impostos pela sociedade enquanto da vida a CANNUBiS seu filho, irmão e amante. Dirige pela periferia de São luis um Opala preto e tem como companhia o top five dos mais procurados do submundo, coleciona as capsulas de balas que mataram gente como kennedy, Jhon Lennon e Tupac... Foi depois de tomar um shot de bournon que ela emprestou suas mãos a um cão infernal para escrever “DEIXAI TODA ESPERANÇA, Ó VÓS QUE ENTRAIS!" no umbral dos portões infernais da comedia de Dante Alighieri. Quer um conselho? Não leiam com carinho pois aqui não se prega a paz. Como morbitvs vividvs diz: "Uma bandeira branca é como o pus de um ser putrefato".
@arj.Wanessa - instagram
@CANNUBiS.cg - wattpad







Rei da noite

O fino e delicado véu que margeia o submundo se rompe e a última caneca de whisky se levanta no recinto.

Bob convulsiona em cima do palco como um epilético em crise, jogando a cabeça pra trás, olhos perdidos no teto, os pulmões trabalhando a todo vapor em busca de ar.

Violão no chão e a plateia pega fogo como se tudo não passasse de uma performance.

Minha maldade é grande o suficiente para que não sobre nada de ninguém mas hoje será tudo para Bob, sua audácia e sua coragem me trouxeram até aqui e não vou desperdiçar meu ímpeto de destruição com meros clientes do bar Azul, tanto que somente ele sabe que estou aqui.

Ha um único indício de minha presença que não posso evitar, o peculiar cheiro de enxofre combinado a carne podre, percebo como os mais sensíveis torcem os narizes e me divirto.

Bob corre para fora do bar enquanto é ovacionado pela plateia embriagada, sua língua descomunalmente para fora e as veias de sua cabeça saltadas a ponto de explodirem.

Do lado de fora a lua que acaba de nascer parece tão baixa no horizonte que parece se arrastar no chão.

Ele para de súbito ao ver a névoa repentina vinda de lugar nenhum cercando-o e nela a matilha de cães que habita a ala mais profunda do todo o inferno.

Animais desnutridos com orelhas carcomidas por alguma virulência bestial rosnam sem parar deixando a fúria transbordar através da saliva ácida que se acumula no chão.

Sob meu comando os cães atacam o músico, seus braços tentam em vão golpear o inimigo invisível para o resto da plateia que a esta altura se amontoa em frente ao bar, curiosos para

ver o que acreditam ser um ataque de nervos de Bob.

Gritos de agonia se intercalam ao barulho dos ossos quebrando, cheiro de sal e ferrugem infesta o ar quando um dos cães abocanha sua garganta, descolando a pele com facilidade, dilacerando a carne com mordidas violentas.

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Cannubis
Rei da noite

O fino e delicado véu que margeia o submundo se rompe e a última caneca de whisky se levanta no recinto.

Bob convulsiona em cima do palco como um epilético em crise, jogando a cabeça pra trás, olhos perdidos no teto, os pulmões trabalhando a todo vapor em busca de ar.

Violão no chão e a plateia pega fogo como se tudo não passasse de uma performance.

Minha maldade é grande o suficiente para que não sobre nada de ninguém mas hoje será tudo para Bob, sua audácia e sua coragem me trouxeram até aqui e não vou desperdiçar meu ímpeto de destruição com meros clientes do bar Azul, tanto que somente ele sabe que estou aqui.

Ha um único indício de minha presença que não posso evitar, o peculiar cheiro de enxofre combinado a carne podre, percebo como os mais sensíveis torcem os narizes e me divirto.

Bob corre para fora do bar enquanto é ovacionado pela plateia embriagada, sua língua descomunalmente para fora e as veias de sua cabeça saltadas a ponto de explodirem.

Do lado de fora a lua que acaba de nascer parece tão baixa no horizonte que parece se arrastar no chão.

Ele para de súbito ao ver a névoa repentina vinda de lugar nenhum cercando-o e nela a matilha de cães que habita a ala mais profunda do todo o inferno.

Animais desnutridos com orelhas carcomidas por alguma virulência bestial rosnam sem parar deixando a fúria transbordar através da saliva ácida que se acumula no chão.

Sob meu comando os cães atacam o músico, seus braços tentam em vão golpear o inimigo invisível para o resto da plateia que a esta altura se amontoa em frente ao bar, curiosos para

ver o que acreditam ser um ataque de nervos de Bob.

Gritos de agonia se intercalam ao barulho dos ossos quebrando, cheiro de sal e ferrugem infesta o ar quando um dos cães abocanha sua garganta, descolando a pele com facilidade, dilacerando a carne com mordidas violentas.

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