Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Cannubis
Cannubis é natural de São Luís Ma mas agora vive perdida entre as vielas fétidas de sua mente sequelada. Odeia finais felizes e por isso vive embriagada de terror e de seus subgêneros, vomita na cara dos padrões impostos pela sociedade enquanto da vida a CANNUBiS seu filho, irmão e amante. Dirige pela periferia de São luis um Opala preto e tem como companhia o top five dos mais procurados do submundo, coleciona as capsulas de balas que mataram gente como kennedy, Jhon Lennon e Tupac... Foi depois de tomar um shot de bournon que ela emprestou suas mãos a um cão infernal para escrever “DEIXAI TODA ESPERANÇA, Ó VÓS QUE ENTRAIS!" no umbral dos portões infernais da comedia de Dante Alighieri. Quer um conselho? Não leiam com carinho pois aqui não se prega a paz. Como morbitvs vividvs diz: "Uma bandeira branca é como o pus de um ser putrefato".
@arj.Wanessa - instagram
@CANNUBiS.cg - wattpad







SUPPLICIUM

O mundo é dos sádicos pois os apáticos ignoram tudo. Em meu ofício, executo os planos que

alguem fez, satisfazendo o ego alheio. Me sinto tão realizado que o pagamento pelos serviços

prestados poderia vir ate em balas… Mas aqui quem distribui as balas sou eu.

Cometo homicídios em nome daqueles que escolheram não oferecer o outro lado da face e não

perdoar.

A petulância que esta entranhada nas carnes daquele sujeito, em forma de sangue, será

destruída pela força do meu calibre .40 que está na parte de trás de minha calça. A arma pulsa

em meu corpo como um coração que bombeia adrenalina pura no lugar de sangue.

Me aproximo a passos lentos e finalmente o homem esboça alguma reação: olha em minha

direção com olhos caídos, com dificuldade em mante-los abertos e estica os lábios num sorriso

torto.

Aponto a arma pra sua cabeça, o homem se assusta quando o silenciador toca sua testa.

Morder sem ladrar é coisa de quem não tem nada a dizer e meu cão não late em vão: “EU SOU

O CANNUBiS”, digo e disparo uma única bala direto em seu lóbulo frontal.

Observo seus olhos desgovernarem como nas vitimas de possessão demoníaca, sua cabeça

pende pra trás e o sangue que sai em pequenos jatos começa a se acumular numa poça larga

e brilhante logo abaixo de sua cadeira.

Depois de estourar os miolos de um puto com certa visibilidade na sociedade como este, o

“como irão encontra-lo” é o de menos. O importante é não ser visto para não ser lembrado

agora.

Páginas: 1 2 3 4

Cannubis
SUPPLICIUM

O mundo é dos sádicos pois os apáticos ignoram tudo. Em meu ofício, executo os planos que

alguem fez, satisfazendo o ego alheio. Me sinto tão realizado que o pagamento pelos serviços

prestados poderia vir ate em balas… Mas aqui quem distribui as balas sou eu.

Cometo homicídios em nome daqueles que escolheram não oferecer o outro lado da face e não

perdoar.

A petulância que esta entranhada nas carnes daquele sujeito, em forma de sangue, será

destruída pela força do meu calibre .40 que está na parte de trás de minha calça. A arma pulsa

em meu corpo como um coração que bombeia adrenalina pura no lugar de sangue.

Me aproximo a passos lentos e finalmente o homem esboça alguma reação: olha em minha

direção com olhos caídos, com dificuldade em mante-los abertos e estica os lábios num sorriso

torto.

Aponto a arma pra sua cabeça, o homem se assusta quando o silenciador toca sua testa.

Morder sem ladrar é coisa de quem não tem nada a dizer e meu cão não late em vão: “EU SOU

O CANNUBiS”, digo e disparo uma única bala direto em seu lóbulo frontal.

Observo seus olhos desgovernarem como nas vitimas de possessão demoníaca, sua cabeça

pende pra trás e o sangue que sai em pequenos jatos começa a se acumular numa poça larga

e brilhante logo abaixo de sua cadeira.

Depois de estourar os miolos de um puto com certa visibilidade na sociedade como este, o

“como irão encontra-lo” é o de menos. O importante é não ser visto para não ser lembrado

agora.

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