Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




A filosofia busca o pensar, tendo criatividade se pensa, não tendo criatividade se reproduz.

Arranco meus dentes com os pés.

Nadando em seu ventre a dez mil pés.

Alergia cefálica angustiante aos pensantes

Gargalhamos sarcasmos nós, os amantes!

 

Iluminado o altar da fome traz o anseio.

Ungindo o sangue e esperma em seu seio.

Lacrimejando tristezas e devaneio

Irritando a pélvis com os pães de centeio

 

Amando seus sonhos e nossas eternidades.

Kama sutra das rebeliões e enfermidades.

Ogivas nucleares em nossos corações pulsantes.

Torturam nossa força e nossas paixões alarmantes.

 

Tardando a felicidade como a vários muros

Web de nossos sonhos mais maduros

 

Impossibilidade de ficarmos doentes

Turbilhão de escarros vem à nossas mentes

Zoando na arte para nos mantermos dementes.

 

 

Carli Bortolanza
A filosofia busca o pensar, tendo criatividade se pensa, não tendo criatividade se reproduz.

Arranco meus dentes com os pés.

Nadando em seu ventre a dez mil pés.

Alergia cefálica angustiante aos pensantes

Gargalhamos sarcasmos nós, os amantes!

 

Iluminado o altar da fome traz o anseio.

Ungindo o sangue e esperma em seu seio.

Lacrimejando tristezas e devaneio

Irritando a pélvis com os pães de centeio

 

Amando seus sonhos e nossas eternidades.

Kama sutra das rebeliões e enfermidades.

Ogivas nucleares em nossos corações pulsantes.

Torturam nossa força e nossas paixões alarmantes.

 

Tardando a felicidade como a vários muros

Web de nossos sonhos mais maduros

 

Impossibilidade de ficarmos doentes

Turbilhão de escarros vem à nossas mentes

Zoando na arte para nos mantermos dementes.