Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Anestésico da dor

Viajo na sombra; na escuridão

Cultivando o superego e um á não

Corro ao banheiro para regurgitar

As lágrimas que fazem o cosmo girar.

 

Cuspo escarros catarrentos na aba

Turbulência repugnantes paira na barba

Clorofila purifica o ar, mas não cessa a baba.

Torcendo para não perder o suculento lanche do sabá

 

A angústia que entristece o embrionário

Dos vermes sangrentos dormindo no purgatório

Anestesio com ferida a crônica dor

Lendo sonhos esculpidos no horror

 

Inventos sacros sangram o sacro escrotal de meus talentos

Naufragando no sangue o esperma e os sentimentos

Ensurdecendo os risonhos e tristes lamentos…

 

De uma paixão, os excrementos…

Carli Bortolanza
Anestésico da dor

Viajo na sombra; na escuridão

Cultivando o superego e um á não

Corro ao banheiro para regurgitar

As lágrimas que fazem o cosmo girar.

 

Cuspo escarros catarrentos na aba

Turbulência repugnantes paira na barba

Clorofila purifica o ar, mas não cessa a baba.

Torcendo para não perder o suculento lanche do sabá

 

A angústia que entristece o embrionário

Dos vermes sangrentos dormindo no purgatório

Anestesio com ferida a crônica dor

Lendo sonhos esculpidos no horror

 

Inventos sacros sangram o sacro escrotal de meus talentos

Naufragando no sangue o esperma e os sentimentos

Ensurdecendo os risonhos e tristes lamentos…

 

De uma paixão, os excrementos…