Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




As cegas cores de meus olhares

Olhando para as estrelas estrelares durmo.
O céu ilumina-se por luzes brilhantes de uma nave extraterrestre.
Flamejando suas cores, sou um de seus principais tripulantes.
Esqueçamo-nos da terra e entramos no mundo do Caos[1]
Borboletas brancas guardam a entrada para as bocetas douradas.
Árvores famintas são penetradas por picas de rinocerontes azuis alados.
Unicórnios alaranjados desfilam com seus chifres atolados nas bocetas cor de rosas que estão em close para as trezentas luas.
Viajamos a certa altura onde podemos ver as pregas dos cus das bocetas divinas que nascem em tudo e todos.
Clitóris fosforescentes servem de sinos que ficam a badalar no cérebro das bocetas que cheiraram cola em harmonia com a merda de porcos da cor de vinho.
Clitorianos espiam as bocetas carregadas pela mão pedófila de uma borboleta mergulhada no licor cristalino das bocetas menstruadas de orgulho.
Este planeta visto de um horizonte constante tem a forma de uma melancia com o fundo preto e as manchas da cor de prata brilhante, semelhante a das bocetas operárias.
As vistas abertas desvendam o universo em movimento retilíneo variado pelas bocetas anãs e anciãs.
Aos olhos dos que me vêm às bocetas, contemplam minhas vistas como a de chuvisco de televisores coloridos por bocetas anfetaminas.
A terra por mim será esquecida, se nessa boceta poderei ficar e criar bocetas por todo meu corpo e cultivar bocetas nos jardins estrelares das bocetas celestiais.
 
[1] Deus primordial, (mitologia grega), a mais velha forma de consciência divina.
 

Carli Bortolanza
As cegas cores de meus olhares

Olhando para as estrelas estrelares durmo.
O céu ilumina-se por luzes brilhantes de uma nave extraterrestre.
Flamejando suas cores, sou um de seus principais tripulantes.
Esqueçamo-nos da terra e entramos no mundo do Caos[1]
Borboletas brancas guardam a entrada para as bocetas douradas.
Árvores famintas são penetradas por picas de rinocerontes azuis alados.
Unicórnios alaranjados desfilam com seus chifres atolados nas bocetas cor de rosas que estão em close para as trezentas luas.
Viajamos a certa altura onde podemos ver as pregas dos cus das bocetas divinas que nascem em tudo e todos.
Clitóris fosforescentes servem de sinos que ficam a badalar no cérebro das bocetas que cheiraram cola em harmonia com a merda de porcos da cor de vinho.
Clitorianos espiam as bocetas carregadas pela mão pedófila de uma borboleta mergulhada no licor cristalino das bocetas menstruadas de orgulho.
Este planeta visto de um horizonte constante tem a forma de uma melancia com o fundo preto e as manchas da cor de prata brilhante, semelhante a das bocetas operárias.
As vistas abertas desvendam o universo em movimento retilíneo variado pelas bocetas anãs e anciãs.
Aos olhos dos que me vêm às bocetas, contemplam minhas vistas como a de chuvisco de televisores coloridos por bocetas anfetaminas.
A terra por mim será esquecida, se nessa boceta poderei ficar e criar bocetas por todo meu corpo e cultivar bocetas nos jardins estrelares das bocetas celestiais.
 
[1] Deus primordial, (mitologia grega), a mais velha forma de consciência divina.