Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Eclipse planetário feminino

Sozinho na constelação;
Vejo a sincronia de plutão;
Combinar com o sol, a lua e a terra;
Torcendo para logo chegar a nova era.

Incrédulo passeio pelo futuro,
Que vaga em cima do muro;
Tijolos frouxos e mal sentados,
Vão ao embalo dos babuínos acorrentados.

Montanhas lunares brancas algodão;
Repelem o amarelo solar com plutão;
O azul terrestre esverdeado;
Torna meu coração vermelho maltratado.

Otimista em plena galáxia crescente;
Penso torcendo na geração da velha era;
O futuro não passa e não erra.
Caminho na atmosfera decrescente.

Não tenho medo de me atirar;
Na sombra colorida dos planetas alinhados;
Meu corpo sei que vai estrebuchar;
Mas meus neurônios vão ir para todos os lados;

Enquanto aqui eu fico a agoniar;
Pois sangue não posso desfrutar;
Meus pensamentos no futuro vão se espalhar;
E a vingança aos mortais exterminar.

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Carli Bortolanza
Eclipse planetário feminino

Sozinho na constelação;
Vejo a sincronia de plutão;
Combinar com o sol, a lua e a terra;
Torcendo para logo chegar a nova era.

Incrédulo passeio pelo futuro,
Que vaga em cima do muro;
Tijolos frouxos e mal sentados,
Vão ao embalo dos babuínos acorrentados.

Montanhas lunares brancas algodão;
Repelem o amarelo solar com plutão;
O azul terrestre esverdeado;
Torna meu coração vermelho maltratado.

Otimista em plena galáxia crescente;
Penso torcendo na geração da velha era;
O futuro não passa e não erra.
Caminho na atmosfera decrescente.

Não tenho medo de me atirar;
Na sombra colorida dos planetas alinhados;
Meu corpo sei que vai estrebuchar;
Mas meus neurônios vão ir para todos os lados;

Enquanto aqui eu fico a agoniar;
Pois sangue não posso desfrutar;
Meus pensamentos no futuro vão se espalhar;
E a vingança aos mortais exterminar.

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