Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Par-tido

Rabiscando sonho imaturo

Quebrei a perna ao cair do muro.

Temos sempre que escolher um lado

Escolhi o de baixo. Lascado…

 

A tentativa é inútil

Mas o muro não é fútil

Deve ter dois lados

Mas um é sempre o fracassado

 

E nessa questão de ganhadores e perdedores

Os menos favorecidos são os sofredores

Mas se depender de minha luta

Levantarei e farei deles minha puta

 

Mas não para colocar eles no meu lugar

Mas para a paz promulgar

E eu nunca mais ter que pagar

Com a perna arrastada a sangrar.

Carli Bortolanza
Par-tido

Rabiscando sonho imaturo

Quebrei a perna ao cair do muro.

Temos sempre que escolher um lado

Escolhi o de baixo. Lascado…

 

A tentativa é inútil

Mas o muro não é fútil

Deve ter dois lados

Mas um é sempre o fracassado

 

E nessa questão de ganhadores e perdedores

Os menos favorecidos são os sofredores

Mas se depender de minha luta

Levantarei e farei deles minha puta

 

Mas não para colocar eles no meu lugar

Mas para a paz promulgar

E eu nunca mais ter que pagar

Com a perna arrastada a sangrar.