Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Podridão Humana

Nosso sangue cobre os lençóis

Pois somos apenas iscas de anzóis

Não somos o peixe pretendido

Apenas mais um corpo ali estendido

 

Um pedaço de carne e um espaço a ocupar

nesse planeta que tanto insistimos em rejeitar

com tamanhas devastação e destruição

lixo, desmatamento e muita poluição

 

Nem abutres e urubus aceitam de nós se alimentar

Pra ver quanto desprezível é nosso ser, nosso amar

Desse planeta certamente não fizemos parte

Embora tenhamos nele muita de nossa arte.

 

Esvaziar nosso sangue e nossa vida

A morte é sem dúvida o que nos guia

Com o tempo, sobretudo nossos furores

Vão esvaíra-se com nossos odores…

Carli Bortolanza
Podridão Humana

Nosso sangue cobre os lençóis

Pois somos apenas iscas de anzóis

Não somos o peixe pretendido

Apenas mais um corpo ali estendido

 

Um pedaço de carne e um espaço a ocupar

nesse planeta que tanto insistimos em rejeitar

com tamanhas devastação e destruição

lixo, desmatamento e muita poluição

 

Nem abutres e urubus aceitam de nós se alimentar

Pra ver quanto desprezível é nosso ser, nosso amar

Desse planeta certamente não fizemos parte

Embora tenhamos nele muita de nossa arte.

 

Esvaziar nosso sangue e nossa vida

A morte é sem dúvida o que nos guia

Com o tempo, sobretudo nossos furores

Vão esvaíra-se com nossos odores…