Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




Das cinzas da criação

Como um grito, nasceu à criação.

As trevas eternas gritaram de dor,

Sentindo os raios de luz em sua imensidão,

Corrompendo o que antes era eterno, aterrador.

 

As moléculas juntaram-se em corpos uniformes,

Carregados do caos e da ordem.

Seus tentáculos desconformes e enormes,

Um nada ao tudo ao esquecimento formem.

 

O cerne da gênese estava criado.

Donde toda a existência surgiu,

Donde todo o ódio foi demonstrado,

Donde toda agonia, enfim, emergiu.

 

O quebra-cabeça plasmático, criado.

Todas as emoções perdidas no esquecimento,

Reunidas no casulo sagrado,

Alimentado pela força do vento.

 

Criou-se o elementar, inconsciente,

Cuja existência preenche toda existência.

Concebe o fogo voraz eternamente

E alimenta toda a demência.

 

O Elemental inconsciente, desperta.

Eis que toma, enfim, consciência.

Vê a porta do âmago aberta,

Reconhece sua onipotência.

 

O equilíbrio é mantido, profundo,

Esquecido no atol do subjetivismo

Plasma do qual foi oriundo

Descansando no absoluto ostracismo.

 

Cada qual é um Elemental,

Perdido na imensidão do seu ser,

Evoluindo da estrutura somática vulgar,

Um marca do que um dia viveu.

 

Inconsciente de sua própria soberania,

Prende-se a vulgaridade irreal,

Deixando ser induzido à tirania,

Das algemas do todo sentimental.

 

Evolui somente nas cruzes,

Para entender todo um universo,

E tudo que lá existem, a escuridão, as luzes,

Cabem numa palavra, num verso:

EVOLUA…

 

E. B. Toniolli
Das cinzas da criação

Como um grito, nasceu à criação.

As trevas eternas gritaram de dor,

Sentindo os raios de luz em sua imensidão,

Corrompendo o que antes era eterno, aterrador.

 

As moléculas juntaram-se em corpos uniformes,

Carregados do caos e da ordem.

Seus tentáculos desconformes e enormes,

Um nada ao tudo ao esquecimento formem.

 

O cerne da gênese estava criado.

Donde toda a existência surgiu,

Donde todo o ódio foi demonstrado,

Donde toda agonia, enfim, emergiu.

 

O quebra-cabeça plasmático, criado.

Todas as emoções perdidas no esquecimento,

Reunidas no casulo sagrado,

Alimentado pela força do vento.

 

Criou-se o elementar, inconsciente,

Cuja existência preenche toda existência.

Concebe o fogo voraz eternamente

E alimenta toda a demência.

 

O Elemental inconsciente, desperta.

Eis que toma, enfim, consciência.

Vê a porta do âmago aberta,

Reconhece sua onipotência.

 

O equilíbrio é mantido, profundo,

Esquecido no atol do subjetivismo

Plasma do qual foi oriundo

Descansando no absoluto ostracismo.

 

Cada qual é um Elemental,

Perdido na imensidão do seu ser,

Evoluindo da estrutura somática vulgar,

Um marca do que um dia viveu.

 

Inconsciente de sua própria soberania,

Prende-se a vulgaridade irreal,

Deixando ser induzido à tirania,

Das algemas do todo sentimental.

 

Evolui somente nas cruzes,

Para entender todo um universo,

E tudo que lá existem, a escuridão, as luzes,

Cabem numa palavra, num verso:

EVOLUA…