Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




E a flor desabrocha…

E a flor desabrocha sem vida
Esquecida.
Não tem cores,
Não inspira amores.
E a flor desabrocha sem vida,
Extinguida.
E a flor desabrocha a uma milha,
Numa ilha.
E a todos sua existência não convém,
Pois perfume não tem.
E a flor desabrocha sozinha,
Compadecida da solidão minha.
Se não tens beleza és inútil,
És fútil.
E a flor desabrocha, e daí? O que importa?
Não enfeitará no jardim a porta.
Pedúnculo sem dor
Nem cor.
Aroma inexistente
Ausente.
E a flor desabrocha e ninguém viu
Se extinguiu.

E. B. Toniolli
E a flor desabrocha…

E a flor desabrocha sem vida
Esquecida.
Não tem cores,
Não inspira amores.
E a flor desabrocha sem vida,
Extinguida.
E a flor desabrocha a uma milha,
Numa ilha.
E a todos sua existência não convém,
Pois perfume não tem.
E a flor desabrocha sozinha,
Compadecida da solidão minha.
Se não tens beleza és inútil,
És fútil.
E a flor desabrocha, e daí? O que importa?
Não enfeitará no jardim a porta.
Pedúnculo sem dor
Nem cor.
Aroma inexistente
Ausente.
E a flor desabrocha e ninguém viu
Se extinguiu.