Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




O último copo

Já te contei da vez que os dragões destruiram Sodoma?

E da vez que os pterodáctilos comeram o filho de Zeus?

Eu já andei pelos 4 cantos do mundo procurando

Algo que tenho certeza está dentro de mim

 

No último copo

 

Me fale dos dias em que o fogo tomou a cidade das maravilhas

Em que a chuva lavou o corpo e alma de toda humanidade

Você também esteve procurando nos 4 cantos do mundo

Algo que você tem certeza que está dentro de você?

 

No último copo

 

Ah, se os copos entendessem os poetas

Se o vinho pudesse registrar todos os sonhos que ouviu

Teria a maior biblioteca da história

Contos tristes, contos alegres, todos…

 

No último copo

 

E se um dia as tavernas não fechassem com a aurora

E as taverneiras fossem fadas e realizassem desejos

Teríamos um mundo cheio de pessoas felizes

E eu poderia ouvir suas histórias até o fim dos dias.

 

No último copo.

 

 

 

 

 

E. B. Toniolli
O último copo

Já te contei da vez que os dragões destruiram Sodoma?

E da vez que os pterodáctilos comeram o filho de Zeus?

Eu já andei pelos 4 cantos do mundo procurando

Algo que tenho certeza está dentro de mim

 

No último copo

 

Me fale dos dias em que o fogo tomou a cidade das maravilhas

Em que a chuva lavou o corpo e alma de toda humanidade

Você também esteve procurando nos 4 cantos do mundo

Algo que você tem certeza que está dentro de você?

 

No último copo

 

Ah, se os copos entendessem os poetas

Se o vinho pudesse registrar todos os sonhos que ouviu

Teria a maior biblioteca da história

Contos tristes, contos alegres, todos…

 

No último copo

 

E se um dia as tavernas não fechassem com a aurora

E as taverneiras fossem fadas e realizassem desejos

Teríamos um mundo cheio de pessoas felizes

E eu poderia ouvir suas histórias até o fim dos dias.

 

No último copo.