Passeio no parque (ou passeio de verão) - Fabiano Soares
Fabiano Soares
Formado em jornalismo, detesta jornalismo. Escrito assim em terceira pessoa parece melhor para uma minibiografia. Fabiano tenta se dedicar a muitas coisas, levando-se pela paixão das diversas formas de artes: música, textos, filmes. E é nessa esquizofrenia de interesses, onde tenta dedicar-se um pouco a cada coisa que acaba como um jornalista: sabendo nada de muita coisa. Não sabe fazer música, não sabe escrever textos e não sabe fazer filmes. Mas tenta fazer tudo isso e segue, literalmente, amador. É isso mesmo que ele quer. Apaixonado também por temas sombrios e por uma sombria vontade de avacalhar temas sombrios, não consegue fazer nada sério, portanto, não criem expectativas. Divirtam-se, ou não.
E-mail: fabianocabeludo@yahoo.com.br
Facebook: facebook.com/fabiano. cabeludosoares






Passeio no parque (ou passeio de verão)

“Tá gostoso, safadinho?”, dizia Clara enquanto passava a língua na cabeça do pau de Eduardo. Ele apenas sorria e olhava para aqueles olhos. Forçou a cabeça dela para ir mais fundo. Ela tirou e começou a lamber os ovos. Ele sentiu que estava por vir o gozo. Pediu que ela botasse tudo na boca, e assim ela fez. “Vai, rapidinho que eu vou te dar leitinho, gatinha lambedeira!”, e Clara abriu um sorriso malicioso, e com a ponta da língua no pau, começou a tocar uma para ele. Ele chegava cada vez mais próximo, e resolveu botar o pau na boca dela, chegando na garganta, fazendo movimentos contínuos de botar e tirar, cada vez mais rápido.
Eduardo estava quase gozando, e a cabeça quase sempre baixa, olhando para o rosto daquela que ele aceitou como mulher para sempre, aquela que deixou do nada de ser seu ideal de mulher, e que agora voltava, magicamente, a ser sua mulher, seu desejo de mulher. De repente sentiu que vinha o momento máximo, e sem pensar, em um movimento totalmente involuntário, levantou a cabeça, e enxergou, passando na sua frente seus filhos correndo, passando em frente ao casal. Mil coisas devem ter passado em sua cabeça, mas dois pensamentos básicos prevaleciam: “Vou gozar na tua boca, Clara!”, empatado com “Não olhem para o lado, filhos da puta! Continuem olhando para a frente!”. E naqueles cinco segundos que parecem vinte minutos, onde tudo ocorre em slow motion, Junior olha para o lado, vê os pais, pára, não percebe direito o que está acontecendo, e vem em sua direção, com um sorriso infantil, doido para contar o que tinha feito com o dinheiro. O irmão, Lucas, que já estava na frente, parou, voltou e seguiu o irmão. Eduardo assistia a tudo e apenas pensava, não dizia nada. Clara, de costas para os meninos, estava cada vez mais animada com a piroca do marido e ansiava pela porra. Eduardo tremia, o orgasmo na raiz do pau já, e a cabeça agora, não mais olhava Clara, e sim os meninos. Junior muda o semblante, e do sorriso infantil passa para um assustado, e em uma fração de segundo depois, aterrorizado. A porra começa a percorrer o tubo deferente (porque eu também sou cultura) de Eduardo, com pressão, já que Clara apertava com a mão a base do pau. Clara sentia a pressão vinda da pica e sorrindo, abriu a boca mais ainda, para que o marido pudesse ver seu gozo espirrando. Clara olhou para cima, para ver a reação do marido e viu o rosto dele, e a expressão, que deveria ser de prazer máximo, parecia a de um condenado à morte. O sorriso de Clara murchou, mas a boca continuou aberta, e o primeiro jato entrou em sua boca.

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Fabiano Soares
Passeio no parque (ou passeio de verão)

“Tá gostoso, safadinho?”, dizia Clara enquanto passava a língua na cabeça do pau de Eduardo. Ele apenas sorria e olhava para aqueles olhos. Forçou a cabeça dela para ir mais fundo. Ela tirou e começou a lamber os ovos. Ele sentiu que estava por vir o gozo. Pediu que ela botasse tudo na boca, e assim ela fez. “Vai, rapidinho que eu vou te dar leitinho, gatinha lambedeira!”, e Clara abriu um sorriso malicioso, e com a ponta da língua no pau, começou a tocar uma para ele. Ele chegava cada vez mais próximo, e resolveu botar o pau na boca dela, chegando na garganta, fazendo movimentos contínuos de botar e tirar, cada vez mais rápido.
Eduardo estava quase gozando, e a cabeça quase sempre baixa, olhando para o rosto daquela que ele aceitou como mulher para sempre, aquela que deixou do nada de ser seu ideal de mulher, e que agora voltava, magicamente, a ser sua mulher, seu desejo de mulher. De repente sentiu que vinha o momento máximo, e sem pensar, em um movimento totalmente involuntário, levantou a cabeça, e enxergou, passando na sua frente seus filhos correndo, passando em frente ao casal. Mil coisas devem ter passado em sua cabeça, mas dois pensamentos básicos prevaleciam: “Vou gozar na tua boca, Clara!”, empatado com “Não olhem para o lado, filhos da puta! Continuem olhando para a frente!”. E naqueles cinco segundos que parecem vinte minutos, onde tudo ocorre em slow motion, Junior olha para o lado, vê os pais, pára, não percebe direito o que está acontecendo, e vem em sua direção, com um sorriso infantil, doido para contar o que tinha feito com o dinheiro. O irmão, Lucas, que já estava na frente, parou, voltou e seguiu o irmão. Eduardo assistia a tudo e apenas pensava, não dizia nada. Clara, de costas para os meninos, estava cada vez mais animada com a piroca do marido e ansiava pela porra. Eduardo tremia, o orgasmo na raiz do pau já, e a cabeça agora, não mais olhava Clara, e sim os meninos. Junior muda o semblante, e do sorriso infantil passa para um assustado, e em uma fração de segundo depois, aterrorizado. A porra começa a percorrer o tubo deferente (porque eu também sou cultura) de Eduardo, com pressão, já que Clara apertava com a mão a base do pau. Clara sentia a pressão vinda da pica e sorrindo, abriu a boca mais ainda, para que o marido pudesse ver seu gozo espirrando. Clara olhou para cima, para ver a reação do marido e viu o rosto dele, e a expressão, que deveria ser de prazer máximo, parecia a de um condenado à morte. O sorriso de Clara murchou, mas a boca continuou aberta, e o primeiro jato entrou em sua boca.

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