Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Fabiano Soares
Formado em jornalismo, detesta jornalismo. Escrito assim em terceira pessoa parece melhor para uma minibiografia. Fabiano tenta se dedicar a muitas coisas, levando-se pela paixão das diversas formas de artes: música, textos, filmes. E é nessa esquizofrenia de interesses, onde tenta dedicar-se um pouco a cada coisa que acaba como um jornalista: sabendo nada de muita coisa. Não sabe fazer música, não sabe escrever textos e não sabe fazer filmes. Mas tenta fazer tudo isso e segue, literalmente, amador. É isso mesmo que ele quer. Apaixonado também por temas sombrios e por uma sombria vontade de avacalhar temas sombrios, não consegue fazer nada sério, portanto, não criem expectativas. Divirtam-se, ou não.
E-mail: fabianocabeludo@yahoo.com.br
Facebook: facebook.com/fabiano. cabeludosoares






Vísceras poéticas de um analfabeto

Sei lá, surtei. A fomi, comu eu dissi, aquela qui vocês nem sabi uquié… intãu, pode fazê a genti fazê essas coisassim. Meti minhazunha na minha barriga i fui abrindu ela. Eu tavolhanu pra minha barriga, aí quandu abriu, senti uma felicidadi por tê conseguidu abrí, antis di sentí a dor… eu tavaté sorrinu quandolhei prá velha. Sabi aqueli sorrisu qui cê dá antes di percebê a merda qui tá fazenu, qui num vai tê volta? Essi sorrisu mesmo. Maizolha, quandeu olhei prá velha- haaam thuuuf… cês tinham qui vê a cara di horror dela! I di todu mundu pur pertu! Foi um choqui prá mim, qui ainda tava feliz – tahaam huuf – pur tê consiguidu abrí minha barriga na unha, i mostrá prá ela qui tava vazia, mesmu! Achei quìa ganhá um trocadu. Só quandeu vi a cara di todu mundé qui caiu a ficha. Vi a merda quieu fiz. Aí já era.

I miapareci um malucaplaudinu, gritando “qui linda perfómanci!”. Perfómancéu caralhu! Eu mistribuchando ieli achandu quié brincadeira!

Agoreu tô aqui, mixpus mais qui puta di dia, tô sangranaté morrê… i vô ficá mais vaziu qui antes.

Mas. Sô analfabetu. Publiquessistórin um livru – haaam thuum.

A cena das minhas tripas grudada nazunha…
Mininu. Publiquinlivru não. Uzôtu qui nem eu num vão podê vê… Faizum filmi. Eu gostava muito di cinema.

Gostava. Cesintenderam purquieu tô falando tudassim, né? – haam thuuum.

U Zé du Caixãu iàdorá vê issu. Pedi prele fazê – haam… haaaaaaam…

Huuf.

 

 

 

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Fabiano Soares
Vísceras poéticas de um analfabeto

Sei lá, surtei. A fomi, comu eu dissi, aquela qui vocês nem sabi uquié… intãu, pode fazê a genti fazê essas coisassim. Meti minhazunha na minha barriga i fui abrindu ela. Eu tavolhanu pra minha barriga, aí quandu abriu, senti uma felicidadi por tê conseguidu abrí, antis di sentí a dor… eu tavaté sorrinu quandolhei prá velha. Sabi aqueli sorrisu qui cê dá antes di percebê a merda qui tá fazenu, qui num vai tê volta? Essi sorrisu mesmo. Maizolha, quandeu olhei prá velha- haaam thuuuf… cês tinham qui vê a cara di horror dela! I di todu mundu pur pertu! Foi um choqui prá mim, qui ainda tava feliz – tahaam huuf – pur tê consiguidu abrí minha barriga na unha, i mostrá prá ela qui tava vazia, mesmu! Achei quìa ganhá um trocadu. Só quandeu vi a cara di todu mundé qui caiu a ficha. Vi a merda quieu fiz. Aí já era.

I miapareci um malucaplaudinu, gritando “qui linda perfómanci!”. Perfómancéu caralhu! Eu mistribuchando ieli achandu quié brincadeira!

Agoreu tô aqui, mixpus mais qui puta di dia, tô sangranaté morrê… i vô ficá mais vaziu qui antes.

Mas. Sô analfabetu. Publiquessistórin um livru – haaam thuum.

A cena das minhas tripas grudada nazunha…
Mininu. Publiquinlivru não. Uzôtu qui nem eu num vão podê vê… Faizum filmi. Eu gostava muito di cinema.

Gostava. Cesintenderam purquieu tô falando tudassim, né? – haam thuuum.

U Zé du Caixãu iàdorá vê issu. Pedi prele fazê – haam… haaaaaaam…

Huuf.

 

 

 

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