Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Gisele Honorato
Gisele Honorato, 34 anos, nasceu em Vila Velha no Espírito Santo e participou de várias coletâneas literárias, sendo as mais recentes:
Ultra Rômanticos, Góticos & Trágicos Poemas (2020) pela Dark Books;
Sangue e Água Benta (2020) pelo Grupo Editorial Quimera;
Noites Arcanas (2020) pela Dríade Editora;
A Maldição da Lua Cheia (2021) pela Cartola Editora e
Witch (2021) pela Amazon pela Come in Handy.










O nascimento de uma bruxa.

– Você está sofrendo pouco. Você vai sofrer até pagar tudo de mal que fez. Principalmente pra mim. E eu quero que saiba que te nego o perdão. E saiu da casa sem olhar pra trás. Em frente à casa ela arrancou sua vestes. Amaldiçoou a terra, os céus, a casa onde vivia e ateou fogo em tudo gritando a plenos pulmões suas maldições. Sabia que não tinha nada mais a perder, porque não viver livre de tudo? Sem remorsos, medos ou raiva? Ela daquele dia em diante não guardaria nada! E muito menos se deixaria atingir. Devolveria tudo na mesma moeda. Se a tratarem bem, trataria bem, mas se a maltratassem, que os cé- us e o inferno se compadecessem da criatura. Pois ela não iria controlar sua raiva mais. Antes de seguir seu caminho nua e livre de tudo ela gritou pra sua mãe: – A Senhora achou mesmo que eu iria deixar você pagar tudo assim? Não! Você vai morrer com muita dor e não vai pagar nem a metade do que deve. Eu quero que você vague pela terra até o fim dos tempos. Te nego o direito de ir para o céu, inferno ou qualquer outro lugar. A mãe dela gritava e urrava entre as chamas. E ela seguiu cantando achando os gritos dela o som mais doce que ouviu durante toda sua vida.

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Gisele Honorato
O nascimento de uma bruxa.

– Você está sofrendo pouco. Você vai sofrer até pagar tudo de mal que fez. Principalmente pra mim. E eu quero que saiba que te nego o perdão. E saiu da casa sem olhar pra trás. Em frente à casa ela arrancou sua vestes. Amaldiçoou a terra, os céus, a casa onde vivia e ateou fogo em tudo gritando a plenos pulmões suas maldições. Sabia que não tinha nada mais a perder, porque não viver livre de tudo? Sem remorsos, medos ou raiva? Ela daquele dia em diante não guardaria nada! E muito menos se deixaria atingir. Devolveria tudo na mesma moeda. Se a tratarem bem, trataria bem, mas se a maltratassem, que os cé- us e o inferno se compadecessem da criatura. Pois ela não iria controlar sua raiva mais. Antes de seguir seu caminho nua e livre de tudo ela gritou pra sua mãe: – A Senhora achou mesmo que eu iria deixar você pagar tudo assim? Não! Você vai morrer com muita dor e não vai pagar nem a metade do que deve. Eu quero que você vague pela terra até o fim dos tempos. Te nego o direito de ir para o céu, inferno ou qualquer outro lugar. A mãe dela gritava e urrava entre as chamas. E ela seguiu cantando achando os gritos dela o som mais doce que ouviu durante toda sua vida.

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