Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Gisele Honorato
Gisele Honorato, 34 anos, nasceu em Vila Velha no Espírito Santo e participou de várias coletâneas literárias, sendo as mais recentes:
Ultra Rômanticos, Góticos & Trágicos Poemas (2020) pela Dark Books;
Sangue e Água Benta (2020) pelo Grupo Editorial Quimera;
Noites Arcanas (2020) pela Dríade Editora;
A Maldição da Lua Cheia (2021) pela Cartola Editora e
Witch (2021) pela Amazon pela Come in Handy.










Ritual de Sangue

Todos os sentidos de Adriana gritam para que ela faça a amiga parar.

Ela começa a traçar o círculo no sentido horário e em cada ponta do pentagrama ela põe uma vela negra. E derrama um pouco de sangue na chama.

– Eu preciso sair daqui. – Diz Adriana.

Ela para no limite do circulo e olha pra Waleria. Sua pele brilha e é incrível a aura de luxúria que emana dela.

Um vento forte os envolve e o farfalhar das folhas lembra um gemido agourento.

– Isso sim é real! – Comemora Augusto.

Adriana treme de cima a baixo. Sabe que mexeram com o que não deviam. E sabe que não deve deixar o círculo de proteção.

Waleria se balança no meio do círculo e invoca o Caído.

“Mostre-me suas assas negras, mostre-me tua face, o meu sangue puro e meu primeiro gozo te mostram o caminho. Eu te liberto. Eu te chamo. Ouça tua humilde serva.”

Após a invocação uma quietude encheu a noite. Nem os insetos ou o vento ousaram quebrar o silêncio.

***

– Cara aquilo foi demais!

– Você já disse isso umas quinhentas vezes Gu. E Wal, por favor, não faça mais essas loucuras. Deu medo…

– Que medo? Ela estava perfeita!

– Não faço mais Dri. Foi estranho demais. E ainda estou com vergonha…

– Tem certeza que vai por isso no canal?

– Ei! – Gritou Augusto.

– Vai Gu. Ele vai pro canal Dri… – Disse ela sem ânimo.

***

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Gisele Honorato
Ritual de Sangue

Todos os sentidos de Adriana gritam para que ela faça a amiga parar.

Ela começa a traçar o círculo no sentido horário e em cada ponta do pentagrama ela põe uma vela negra. E derrama um pouco de sangue na chama.

– Eu preciso sair daqui. – Diz Adriana.

Ela para no limite do circulo e olha pra Waleria. Sua pele brilha e é incrível a aura de luxúria que emana dela.

Um vento forte os envolve e o farfalhar das folhas lembra um gemido agourento.

– Isso sim é real! – Comemora Augusto.

Adriana treme de cima a baixo. Sabe que mexeram com o que não deviam. E sabe que não deve deixar o círculo de proteção.

Waleria se balança no meio do círculo e invoca o Caído.

“Mostre-me suas assas negras, mostre-me tua face, o meu sangue puro e meu primeiro gozo te mostram o caminho. Eu te liberto. Eu te chamo. Ouça tua humilde serva.”

Após a invocação uma quietude encheu a noite. Nem os insetos ou o vento ousaram quebrar o silêncio.

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– Cara aquilo foi demais!

– Você já disse isso umas quinhentas vezes Gu. E Wal, por favor, não faça mais essas loucuras. Deu medo…

– Que medo? Ela estava perfeita!

– Não faço mais Dri. Foi estranho demais. E ainda estou com vergonha…

– Tem certeza que vai por isso no canal?

– Ei! – Gritou Augusto.

– Vai Gu. Ele vai pro canal Dri… – Disse ela sem ânimo.

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