Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Hügo Mendigo
Em 1984, ao pseudo fim da ditadura no Brasil, na cidadezinha rural de Gravataí nascia mais um Mendigo, o Hügo. Parece um clichê dizer "escrever para não enlouquecer" mas foi sim sua psicóloga que recomendou os registros turvos de sua vida. Visões urbanas e alcoolizadas, mulheres e teorias da conspiração povoam esses manuscritos virtuais, sempre assinados como Nadal Goulart. Metalúrgico, pai e um monte de outras coisas que não precisam ser ditas por que ninguem perguntou.





Casos raros II

Não fiz nada
Apenas disse p irmos até mais adiante
Quando paramos ela agradeceu o currículo
Eu disse q não a mais perturbaria com perseguições
Sei q aquilo não fazia parte d mim mesmo …..
Tivemos uma boa conversa sobre isso e eu entendi perfeitamente os argumentos dela assim como já tinha feito antes
No fim ela me mostrou a unhas q sempre roidas agora tinham alguns dias de crescimento
Peguei na mão dela
Era o q faltava
Aquela mão macia como uma pelúcia
Acabou de me derreter
Era o fim da parede q eu ergui por cima de mim mesmo
Segurei a mão dela docemente e puxei até a minha boca
Dei um beijo leve nela e a olhei nos olhos
Ela desviava o olhar de mim de propósito
Segurei a pose por um segundo e ela me olhou
Eu abri minha alma e movi os lábios sem som nenhum sair
Mas ela lia até meus olhos, q dirá meus lábios
“Eu te amo”
Disse a ela
Ela sabe disso
Ela q pulou em mim
Ali, na calçada e no sol me abraçou fortemente
Ela sempre teve o costume de criar despedidas em suas relações
Temi q seria uma dessas
Mas o abraço não queria soltar
Não era d despedida

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Hügo Mendigo
Casos raros II

Não fiz nada
Apenas disse p irmos até mais adiante
Quando paramos ela agradeceu o currículo
Eu disse q não a mais perturbaria com perseguições
Sei q aquilo não fazia parte d mim mesmo …..
Tivemos uma boa conversa sobre isso e eu entendi perfeitamente os argumentos dela assim como já tinha feito antes
No fim ela me mostrou a unhas q sempre roidas agora tinham alguns dias de crescimento
Peguei na mão dela
Era o q faltava
Aquela mão macia como uma pelúcia
Acabou de me derreter
Era o fim da parede q eu ergui por cima de mim mesmo
Segurei a mão dela docemente e puxei até a minha boca
Dei um beijo leve nela e a olhei nos olhos
Ela desviava o olhar de mim de propósito
Segurei a pose por um segundo e ela me olhou
Eu abri minha alma e movi os lábios sem som nenhum sair
Mas ela lia até meus olhos, q dirá meus lábios
“Eu te amo”
Disse a ela
Ela sabe disso
Ela q pulou em mim
Ali, na calçada e no sol me abraçou fortemente
Ela sempre teve o costume de criar despedidas em suas relações
Temi q seria uma dessas
Mas o abraço não queria soltar
Não era d despedida

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