Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
J. A. de Nardo
João decidiu dar vida aos seus mórbidos pesadelos e compartilhar feitos e devaneios nada memoráveis com o público. 
O medo, o estranho e o cotidiano banal são as suas inspirações para a escrita. Escreve como uma forma de canalizar seus sentimentos, da forma mais clichê possível. 
Se perde em pensamento abstratos e overdoses filosóficas, crê que o horror é um universo a ser explorado, e o pavor é o sentimento mais puro a ser sentido. Se perde também em alguns pseudônimos para poder escrever o que há de mais bizarro em si, não gosta muito de mostrar o rosto para não perturbar os leitores, usa máscaras como referência ao baile de máscaras do plano físico. 
Diretor da Revista Aterrorizante e autor de algumas obras em conjunto e originais nada comuns, sempre terror com doses de perturbação e humor negro.
Sua conquista mais memorável foi um concurso de poesias quando tinha 10 anos, desde então vem colecionando fracassos e insucessos. Muitas vezes confundido com um demônio sem função na terra, transita entre funções aleatórias, como um traficante de inutilidades ou vendedor de ideias natimortas. 
Email: Jaoanm@gmail.com 
Instagram: @joaodenardo






Assassino das Faces

— HAHAHA

Ele ri cinicamente.

— Ela é muito bonita mesmo, Stevie!

O detetive arregala os olhos enquanto sua garganta se fecha. O coração pulsa dolorido no peito, tentando não imaginar o que aquele desequilibrado seria capaz de fazer com sua menininha.

— Oh, eu sentiria muita pena se algo acontecesse com ela, como aconteceu comigo na infância. Você a reconheceria sem o rosto, assim como eu?

— Seu filho da mãe!!

Stevie chuta o ar, tentando a qualquer modo desatar os nós da corda que o amarra.

— Se certificou de trancar bem a porta antes de sair de casa pela manhã, detetive?

— MALDITO!

Stevie, atordoado pela ira, fixa bem seus olhos nos do assassino. Vê-lo pagar pelas coisas que fez seria seu troféu, sua recompensa. 

— Se você encostar na minha filha eu juro…

Sua fala é interrompida rapidamente.

— Jura o que? Você não está em condições de mandar em nada salvador da pátria! Acha mesmo que pode fazer algo preso aqui? Você sabe que tenho uma faca e sei bem como usá-la. Lembra do rosto de todas aquelas vítimas? Não estavam lindas? Me sinto como um artista vendo suas obras de arte expostas numa galeria para todos verem. Guardei todos os jornais que pude. Ao qual meu rosto borrado por uma edição barata no photoshop, anunciava o “Assassino das Faces”. Estão todos colados na parede do meu velho quarto, juntos a alguns animais que aparecem pra se alimentar dos restos de comidas jogados… Ah, não sei se você sabe, porém, lembra-se de ver a identidade deles na cena do crime? Acho que não, né. Pois eu tenho uma coleção delas e quando terminar com você, vou buscar a jovem Sophie. Afinal de contas, eu preciso rejuvenescer!

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J. A. de Nardo
Assassino das Faces

— HAHAHA

Ele ri cinicamente.

— Ela é muito bonita mesmo, Stevie!

O detetive arregala os olhos enquanto sua garganta se fecha. O coração pulsa dolorido no peito, tentando não imaginar o que aquele desequilibrado seria capaz de fazer com sua menininha.

— Oh, eu sentiria muita pena se algo acontecesse com ela, como aconteceu comigo na infância. Você a reconheceria sem o rosto, assim como eu?

— Seu filho da mãe!!

Stevie chuta o ar, tentando a qualquer modo desatar os nós da corda que o amarra.

— Se certificou de trancar bem a porta antes de sair de casa pela manhã, detetive?

— MALDITO!

Stevie, atordoado pela ira, fixa bem seus olhos nos do assassino. Vê-lo pagar pelas coisas que fez seria seu troféu, sua recompensa. 

— Se você encostar na minha filha eu juro…

Sua fala é interrompida rapidamente.

— Jura o que? Você não está em condições de mandar em nada salvador da pátria! Acha mesmo que pode fazer algo preso aqui? Você sabe que tenho uma faca e sei bem como usá-la. Lembra do rosto de todas aquelas vítimas? Não estavam lindas? Me sinto como um artista vendo suas obras de arte expostas numa galeria para todos verem. Guardei todos os jornais que pude. Ao qual meu rosto borrado por uma edição barata no photoshop, anunciava o “Assassino das Faces”. Estão todos colados na parede do meu velho quarto, juntos a alguns animais que aparecem pra se alimentar dos restos de comidas jogados… Ah, não sei se você sabe, porém, lembra-se de ver a identidade deles na cena do crime? Acho que não, né. Pois eu tenho uma coleção delas e quando terminar com você, vou buscar a jovem Sophie. Afinal de contas, eu preciso rejuvenescer!

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