Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
J. A. de Nardo
João decidiu dar vida aos seus mórbidos pesadelos e compartilhar feitos e devaneios nada memoráveis com o público. 
O medo, o estranho e o cotidiano banal são as suas inspirações para a escrita. Escreve como uma forma de canalizar seus sentimentos, da forma mais clichê possível. 
Se perde em pensamento abstratos e overdoses filosóficas, crê que o horror é um universo a ser explorado, e o pavor é o sentimento mais puro a ser sentido. Se perde também em alguns pseudônimos para poder escrever o que há de mais bizarro em si, não gosta muito de mostrar o rosto para não perturbar os leitores, usa máscaras como referência ao baile de máscaras do plano físico. 
Diretor da Revista Aterrorizante e autor de algumas obras em conjunto e originais nada comuns, sempre terror com doses de perturbação e humor negro.
Sua conquista mais memorável foi um concurso de poesias quando tinha 10 anos, desde então vem colecionando fracassos e insucessos. Muitas vezes confundido com um demônio sem função na terra, transita entre funções aleatórias, como um traficante de inutilidades ou vendedor de ideias natimortas. 
Email: Jaoanm@gmail.com 
Instagram: @joaodenardo






Assassino das Faces

— Filho da PU…

O assassino colou o adesivo novamente na boca do detetive. Stevie esperneia, sabendo que naquele momento não existe mais volta. Nunca mais veria o sorriso da pequena Sophie, os olhinhos pequeninos ao acordar, ou o cheiro de jasmin nos seus cabelos. Seus olhos inundaram, quando sentiu a faca afiada começar a correr por sua testa, descendo pelas bochechas e abrindo um caminho de sangue pela abertura precisa. A lâmina dá a volta no queixo para encontrar a incisão inicial, enquanto o assassino realiza seu trabalho assoviando uma canção qualquer.

O detetive esperneia pela dor excruciante que o abomina. Sua respiração entrecortada denuncia a dor, a calça molhada de urina confirma esse sentimento mortal de ter o pele do rosto arrancado.

— Nossa… sem dúvidas, é um dos rostos mais bonitos que terei.

Disse passando a faca em torno dos olhos, contornando minuciosamente como num ritual.

Ele era habilidoso com a faca ao redor dos lábios. Enquanto o gume deslizava pelo rosto, Stevie estremecia em espasmos. Urrava enquanto a faca rasgava a face. Ela deslizava, rompendo veias e derramando muito sangue. Uma cena digna de filmes gore.

Sua pele se desprendia do rosto e agora ele não ligaria mais para aquele maldito creme de 50 reais que passava toda manhã para preservar a juventude. Ele não ligaria para isso após sentir seus músculos esfolados sem um pingo de dó, como um pobre animal no abatedouro tendo a vida ceifada. Era doentio morrer daquela forma. Era incrédulo morrer para o assassino ao qual ele trabalhou duro para emboscar. Ter o rosto arrancado cruelmente para satisfazer as loucuras de um sádico. Ser cortado da gálea até o músculo mental, sentir seu sangue caindo pelo chão e sua vida esvaindo.

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J. A. de Nardo
Assassino das Faces

— Filho da PU…

O assassino colou o adesivo novamente na boca do detetive. Stevie esperneia, sabendo que naquele momento não existe mais volta. Nunca mais veria o sorriso da pequena Sophie, os olhinhos pequeninos ao acordar, ou o cheiro de jasmin nos seus cabelos. Seus olhos inundaram, quando sentiu a faca afiada começar a correr por sua testa, descendo pelas bochechas e abrindo um caminho de sangue pela abertura precisa. A lâmina dá a volta no queixo para encontrar a incisão inicial, enquanto o assassino realiza seu trabalho assoviando uma canção qualquer.

O detetive esperneia pela dor excruciante que o abomina. Sua respiração entrecortada denuncia a dor, a calça molhada de urina confirma esse sentimento mortal de ter o pele do rosto arrancado.

— Nossa… sem dúvidas, é um dos rostos mais bonitos que terei.

Disse passando a faca em torno dos olhos, contornando minuciosamente como num ritual.

Ele era habilidoso com a faca ao redor dos lábios. Enquanto o gume deslizava pelo rosto, Stevie estremecia em espasmos. Urrava enquanto a faca rasgava a face. Ela deslizava, rompendo veias e derramando muito sangue. Uma cena digna de filmes gore.

Sua pele se desprendia do rosto e agora ele não ligaria mais para aquele maldito creme de 50 reais que passava toda manhã para preservar a juventude. Ele não ligaria para isso após sentir seus músculos esfolados sem um pingo de dó, como um pobre animal no abatedouro tendo a vida ceifada. Era doentio morrer daquela forma. Era incrédulo morrer para o assassino ao qual ele trabalhou duro para emboscar. Ter o rosto arrancado cruelmente para satisfazer as loucuras de um sádico. Ser cortado da gálea até o músculo mental, sentir seu sangue caindo pelo chão e sua vida esvaindo.

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