Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
J. A. de Nardo
João decidiu dar vida aos seus mórbidos pesadelos e compartilhar feitos e devaneios nada memoráveis com o público. 
O medo, o estranho e o cotidiano banal são as suas inspirações para a escrita. Escreve como uma forma de canalizar seus sentimentos, da forma mais clichê possível. 
Se perde em pensamento abstratos e overdoses filosóficas, crê que o horror é um universo a ser explorado, e o pavor é o sentimento mais puro a ser sentido. Se perde também em alguns pseudônimos para poder escrever o que há de mais bizarro em si, não gosta muito de mostrar o rosto para não perturbar os leitores, usa máscaras como referência ao baile de máscaras do plano físico. 
Diretor da Revista Aterrorizante e autor de algumas obras em conjunto e originais nada comuns, sempre terror com doses de perturbação e humor negro.
Sua conquista mais memorável foi um concurso de poesias quando tinha 10 anos, desde então vem colecionando fracassos e insucessos. Muitas vezes confundido com um demônio sem função na terra, transita entre funções aleatórias, como um traficante de inutilidades ou vendedor de ideias natimortas. 
Email: Jaoanm@gmail.com 
Instagram: @joaodenardo






Um Psicopata

 

São exatas 17 horas quando saio do trabalho, passo pela padaria no caminho e compro um sanduíche natural, além de um suco de laranja. Esse é meu jantar do dia, após isso não tomarei nada além de água, três litros diários.

 

Ao chegar em casa se inicia meu inferno diário. Quando se aproxima a noite, uma voz ensurdecedora ataca minha mente, sinto vozes de desespero vindo até mim, eu tento evitar com alguns remédios, porém, os gritos só aumentam enquanto as horas se passam. Parece que a minha cabeça quer sair do lugar, como se meus miolos fossem sair por meus orifícios, e a dor na minha cabeça aumenta conforme a voz.

 

Um ruído excruciante invade meus ouvidos e faz com que eu pense em morte. Eu não sei como, mas nesses momentos sinto que estou louco e tento fazer coisas estranhas, evito manter lâminas perto de mim.

 

Mas essa noite vai ser diferente, ao som de Chopin na minha sala e sem me importar com qualquer horário ou afazer, pego um faca, daquelas bem afiadas de se cortar carne, e decido ir até a origem do barulho, eu sei e sinto que preciso acabar com ele.

 

O barulho vem do porão, como sempre, eu tento ignorar mas preciso fazer algo. A voz ecoa na minha mente enquanto tento esquecer.

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J. A. de Nardo
Um Psicopata

 

São exatas 17 horas quando saio do trabalho, passo pela padaria no caminho e compro um sanduíche natural, além de um suco de laranja. Esse é meu jantar do dia, após isso não tomarei nada além de água, três litros diários.

 

Ao chegar em casa se inicia meu inferno diário. Quando se aproxima a noite, uma voz ensurdecedora ataca minha mente, sinto vozes de desespero vindo até mim, eu tento evitar com alguns remédios, porém, os gritos só aumentam enquanto as horas se passam. Parece que a minha cabeça quer sair do lugar, como se meus miolos fossem sair por meus orifícios, e a dor na minha cabeça aumenta conforme a voz.

 

Um ruído excruciante invade meus ouvidos e faz com que eu pense em morte. Eu não sei como, mas nesses momentos sinto que estou louco e tento fazer coisas estranhas, evito manter lâminas perto de mim.

 

Mas essa noite vai ser diferente, ao som de Chopin na minha sala e sem me importar com qualquer horário ou afazer, pego um faca, daquelas bem afiadas de se cortar carne, e decido ir até a origem do barulho, eu sei e sinto que preciso acabar com ele.

 

O barulho vem do porão, como sempre, eu tento ignorar mas preciso fazer algo. A voz ecoa na minha mente enquanto tento esquecer.

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