Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Jean Souza
Nascido em Salvador Bahia no início dos anos 80 Bast o transformou em gato por causa de uma aposta perdida o que ele adorou, condenado ao exílio do submundo escreve para poder passar o tempo na eternidade, lembra de sua vida como humano quando ouvia sludge metal, industrial e noise alisando seus gatos Adolfinho e Tina Turner. Pode ver as outras dimensões e dessas experiências tinge sua pena e começa a escrever, se inspira em Lautréamont, Gogól, Strindberg, Lovecraft, Augustos Dos Anjos, Balzac, Jack Kerauac e seres fantásticos como a alma atormentada de Barba Azul, as divindades Abbuto, Yebá Beló por exemplo, é uma nova entidade que não procura por riquezas ou títulos humanos, o que faz é apenas registro de mundos.





Felicilândia

– Amado primo, já comeu hoje? Essa frase foi dita com a força da nobreza que dita por outros não teria profundidade nenhuma.

-Me desculpe Vossa… quero dizer… você! Sei que não gosta desse protocolo, mas me desculpe é a tradição.

-Sempre desculpo sei que não é igual ao rei, mas quero que todos os que estão abaixo de mim fiquem mais a vontade, hoje nós que governamos o povo não temos que dar a impressão de sermos menos divinos, minha vontade não é lei, então porque primo porque esquece uma coisinha tão simples?

-Mas…

Antes de se desculpar ainda mais, Alphonsus IV o rei de Felicilândia fez o sinal de silêncio que foi obedecido instantaneamente, o som do mar suavizava a humilhação.

O rei chegou perto da cadeira e pegou um pacote vermelho com o brasão da ciência Feliciana.

– Esse pacote contem a mais nova descoberta dos nossos cientistas, vou ser direto, felicidade sintética dez vezes mais forte que a tradicional, ainda não experimentou, você quer? Com esse novo produto poderemos, você sabe…

– Tem alguma contraindicação? A felicidade que usamos hoje parece intensa, mas o uso continuo provoca um vazio completo levando o usuário a você sabe… só é usado porque virou um costume igual a alguns países que bebem café de manhã ou a comerem queijo mofado, por sinal é esse o sabor de nosso produto nacional quando usado indiscriminadamente.

– É bom saber como você é informado, por causa desses dados que consultei os melhores cientistas e decidi aumentar a graduação de alegria, minha vontade é lei.

– E se a plebe ficar viciada como vamos conte-los? Imagine uma população viciada destruindo tudo sem nenhuma regra a seguir a não ser a tentativa de terem alegria?

-Como você pensa pequeno, o mundo comprará em nossa mão, o mundo estará sedado de alegria. Vou mata-lo assim que eu tiver oportunidade é medroso demais. A ultima frase pensou sorrindo na cara do primo.

-Alphonsus, você pensa em anarquia? Falou com sofrimento e quase balbuciando a palavra temida.

-Contanto que não seja aqui onde estamos, nosso povo foi bem ordenhado chegamos ao nível de domínio que papai tanto trabalhou, graça ao seu decreto que deu o poder total a nobreza de educa-los conseguimos colocar qualquer coisa nas cabecinhas estreitas e plebeias, papai era sujo, mas nos deu poderes divinos, somos deuses sendo eu o maior de todos. Uma risada estridente saiu da boca real espalhando baba no rosto do Primeiro Ministro.

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Jean Souza
Felicilândia

– Amado primo, já comeu hoje? Essa frase foi dita com a força da nobreza que dita por outros não teria profundidade nenhuma.

-Me desculpe Vossa… quero dizer… você! Sei que não gosta desse protocolo, mas me desculpe é a tradição.

-Sempre desculpo sei que não é igual ao rei, mas quero que todos os que estão abaixo de mim fiquem mais a vontade, hoje nós que governamos o povo não temos que dar a impressão de sermos menos divinos, minha vontade não é lei, então porque primo porque esquece uma coisinha tão simples?

-Mas…

Antes de se desculpar ainda mais, Alphonsus IV o rei de Felicilândia fez o sinal de silêncio que foi obedecido instantaneamente, o som do mar suavizava a humilhação.

O rei chegou perto da cadeira e pegou um pacote vermelho com o brasão da ciência Feliciana.

– Esse pacote contem a mais nova descoberta dos nossos cientistas, vou ser direto, felicidade sintética dez vezes mais forte que a tradicional, ainda não experimentou, você quer? Com esse novo produto poderemos, você sabe…

– Tem alguma contraindicação? A felicidade que usamos hoje parece intensa, mas o uso continuo provoca um vazio completo levando o usuário a você sabe… só é usado porque virou um costume igual a alguns países que bebem café de manhã ou a comerem queijo mofado, por sinal é esse o sabor de nosso produto nacional quando usado indiscriminadamente.

– É bom saber como você é informado, por causa desses dados que consultei os melhores cientistas e decidi aumentar a graduação de alegria, minha vontade é lei.

– E se a plebe ficar viciada como vamos conte-los? Imagine uma população viciada destruindo tudo sem nenhuma regra a seguir a não ser a tentativa de terem alegria?

-Como você pensa pequeno, o mundo comprará em nossa mão, o mundo estará sedado de alegria. Vou mata-lo assim que eu tiver oportunidade é medroso demais. A ultima frase pensou sorrindo na cara do primo.

-Alphonsus, você pensa em anarquia? Falou com sofrimento e quase balbuciando a palavra temida.

-Contanto que não seja aqui onde estamos, nosso povo foi bem ordenhado chegamos ao nível de domínio que papai tanto trabalhou, graça ao seu decreto que deu o poder total a nobreza de educa-los conseguimos colocar qualquer coisa nas cabecinhas estreitas e plebeias, papai era sujo, mas nos deu poderes divinos, somos deuses sendo eu o maior de todos. Uma risada estridente saiu da boca real espalhando baba no rosto do Primeiro Ministro.

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