Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Jean Souza
Nascido em Salvador Bahia no início dos anos 80 Bast o transformou em gato por causa de uma aposta perdida o que ele adorou, condenado ao exílio do submundo escreve para poder passar o tempo na eternidade, lembra de sua vida como humano quando ouvia sludge metal, industrial e noise alisando seus gatos Adolfinho e Tina Turner. Pode ver as outras dimensões e dessas experiências tinge sua pena e começa a escrever, se inspira em Lautréamont, Gogól, Strindberg, Lovecraft, Augustos Dos Anjos, Balzac, Jack Kerauac e seres fantásticos como a alma atormentada de Barba Azul, as divindades Abbuto, Yebá Beló por exemplo, é uma nova entidade que não procura por riquezas ou títulos humanos, o que faz é apenas registro de mundos.





Felicilândia

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O rei adormeceu satisfeito e vazio se sentindo-se completo e quando acordou olhou a escuridão da noite e o ar sereno refrescou sua cara, o Primeiro Ministro dormia de boca aberta abraçado a Clotilde Clementina que roncava sorrindo depois de totalmente satisfeita. A alguns metros muros enormes do castelo da sua noiva, pensou naquela mulher sorridente que morava com escravos, comida mediana quase sem sal, nos pátios, na alcova com o maquinário do amor. Comprometeu-se a casar porque Clotilde Clementina estava envelhecendo e algumas maquinas nunca tinha visto antes, isso daria alguns meses de tranquilidade e sua noivinha poderia reacender a primeira chama da alegria. O vento soprou mais forte fazendo que Alphonsus IV filho de Gilberto I O Sujo tremesse. O Portão do castelo já estava aberto.

– Querido, meu anjo que demora, estávamos preocupados. A mulher enorme com uma beleza decadente que só o vício pode proporcionar movimentos de plena satisfação que desenha o sorriso sincero que Alphonsus IV invejava e devorava com os olhos.

Disse a futura esposa: – Estamos ótimos Mileide, só não entendo como você é a única criatura que não usa meu produto e é tão feliz.

– É o meu quarto, tenho tudo que preciso lá dentro. Mas não diga isso também uso sua felicidade só que não preciso todos os dias, me divirto muito e felicidade demais causa euforia que é um passo para o desespero imagine passar todos os dias tremendo, gritando por qualquer ninharia, minha felicidade é controlada, amanhã amor, entenderás melhor o que estou dizendo, esse castelo muda de aspecto, fica mais aconchegante ao dia.

– O castelo é como você, belo a qualquer momento. Beijou a mão perfumada e olhou para estátuas de mármore que na brancura foram esculpidos os maiores desejos de sua proprietária, a luxuria levada gradativamente ao grotesco, imagens de românticas caricias até porcos lambendo genitálias, representações masculinas e femininas comendo merda num banquete alegre, braços e pernas entrando em buracos sodomíticos, criaturas-falos penetrando homens e mulheres. Alphonsus IV filho de Gilberto I suou e beijou com mais força a mão da mulher que se tornou a primeira no seu coração felicense.

– Vejo querido que aprecia a decoração do meu lar, nosso casamento será perfeito, quero lhe falar de uma teoria… umas opiniões a respeito do amor que sentimos mas quero deixar pra depois ou quando preferir.

– Você manda nos seus domínios sou… o que quiser.

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Jean Souza
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O rei adormeceu satisfeito e vazio se sentindo-se completo e quando acordou olhou a escuridão da noite e o ar sereno refrescou sua cara, o Primeiro Ministro dormia de boca aberta abraçado a Clotilde Clementina que roncava sorrindo depois de totalmente satisfeita. A alguns metros muros enormes do castelo da sua noiva, pensou naquela mulher sorridente que morava com escravos, comida mediana quase sem sal, nos pátios, na alcova com o maquinário do amor. Comprometeu-se a casar porque Clotilde Clementina estava envelhecendo e algumas maquinas nunca tinha visto antes, isso daria alguns meses de tranquilidade e sua noivinha poderia reacender a primeira chama da alegria. O vento soprou mais forte fazendo que Alphonsus IV filho de Gilberto I O Sujo tremesse. O Portão do castelo já estava aberto.

– Querido, meu anjo que demora, estávamos preocupados. A mulher enorme com uma beleza decadente que só o vício pode proporcionar movimentos de plena satisfação que desenha o sorriso sincero que Alphonsus IV invejava e devorava com os olhos.

Disse a futura esposa: – Estamos ótimos Mileide, só não entendo como você é a única criatura que não usa meu produto e é tão feliz.

– É o meu quarto, tenho tudo que preciso lá dentro. Mas não diga isso também uso sua felicidade só que não preciso todos os dias, me divirto muito e felicidade demais causa euforia que é um passo para o desespero imagine passar todos os dias tremendo, gritando por qualquer ninharia, minha felicidade é controlada, amanhã amor, entenderás melhor o que estou dizendo, esse castelo muda de aspecto, fica mais aconchegante ao dia.

– O castelo é como você, belo a qualquer momento. Beijou a mão perfumada e olhou para estátuas de mármore que na brancura foram esculpidos os maiores desejos de sua proprietária, a luxuria levada gradativamente ao grotesco, imagens de românticas caricias até porcos lambendo genitálias, representações masculinas e femininas comendo merda num banquete alegre, braços e pernas entrando em buracos sodomíticos, criaturas-falos penetrando homens e mulheres. Alphonsus IV filho de Gilberto I suou e beijou com mais força a mão da mulher que se tornou a primeira no seu coração felicense.

– Vejo querido que aprecia a decoração do meu lar, nosso casamento será perfeito, quero lhe falar de uma teoria… umas opiniões a respeito do amor que sentimos mas quero deixar pra depois ou quando preferir.

– Você manda nos seus domínios sou… o que quiser.

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