Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Jean Souza
Nascido em Salvador Bahia no início dos anos 80 Bast o transformou em gato por causa de uma aposta perdida o que ele adorou, condenado ao exílio do submundo escreve para poder passar o tempo na eternidade, lembra de sua vida como humano quando ouvia sludge metal, industrial e noise alisando seus gatos Adolfinho e Tina Turner. Pode ver as outras dimensões e dessas experiências tinge sua pena e começa a escrever, se inspira em Lautréamont, Gogól, Strindberg, Lovecraft, Augustos Dos Anjos, Balzac, Jack Kerauac e seres fantásticos como a alma atormentada de Barba Azul, as divindades Abbuto, Yebá Beló por exemplo, é uma nova entidade que não procura por riquezas ou títulos humanos, o que faz é apenas registro de mundos.





Prédios- parte 04

 

 

6

 

No subsolo dos prédios onde a ferrugem, restos coalhados de vidas filtradas dos andares superiores e o ódio substancial criaram uma papa orgânica que solidificou e deu origem a novos seres. Existem caoticamente, suas ações são iguais aos seus corpos, simplesmente se movimentam, devoram-se na semi escuridão. As criaturas possuem corpos de todo tipo de forma, alguns possuem milhares de olhos e bocas; outros bocas gigantescas e cheias de saliva amarela que abriga dentes tortos de predador insatisfeito tendo o vermelho hemorrágico das gengivas a enfeitar o mundo fantástico e estranho que simetrias esquisitas e vivas pulsam com suas genitálias insaciáveis e obtusas que é extensão dos labirintos que os prendem. Ciclo de mortificação com o brilho florescente desse novo lodo que não passa de repetição grotesca.

 

Vários olhos brilham uma bolha humanoide com bracinhos, perninhas, bocarra que seu caralho encosta nos lábios, chora movendo as patinhas abissais. Sente o cheiro azedo do sexo e grita. Várias criaturinhas se aproximam. Movimentam-se aos milhares deslizando em matérias podres. A angustia é um perfume perigoso. Vermezinhos que só possuem uma boca olho e estomago incompletos mordem lascando olhos e carne. Mordem usando suas bocas sem línguas que se prendem no imenso caralho causando dor; a criatura sem defesa penetra o corpo cavernoso e testículos invadem o estranho ser dissolvendo-o por dentro. Sabendo que restava pouco tempo a criatura fechou os olhos que ainda restava, mordeu sua genitália, mastigou-a e engoliu. O pedaço de sexo mal entrou pelo tubo digestivo e foi devorado pelas criaturinhas.

 

O intestino a mostra trabalhando e pulsando líquidos viscosos escorrendo passando pelas pernas e gotejando no chão alimentando uma fauna que aos montes se aglomeram e disputam o melhor lugar. Tortos e azulados de cabeças chatas e sem dentes estremecem quando o sulco de seus prazeres é derramado nos lábios e narinas, nem se importam se o líquido queima por dentro. Os que conseguem beber são por pouco tempo, pois são esmagados pelos outros. Gritam estridentes e desafinados, acompanham a criatura que derrama sua vida em beneficio de suas vidas. Esperam tremulas o dia que ele caíra.

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Jean Souza
Prédios- parte 04

 

 

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No subsolo dos prédios onde a ferrugem, restos coalhados de vidas filtradas dos andares superiores e o ódio substancial criaram uma papa orgânica que solidificou e deu origem a novos seres. Existem caoticamente, suas ações são iguais aos seus corpos, simplesmente se movimentam, devoram-se na semi escuridão. As criaturas possuem corpos de todo tipo de forma, alguns possuem milhares de olhos e bocas; outros bocas gigantescas e cheias de saliva amarela que abriga dentes tortos de predador insatisfeito tendo o vermelho hemorrágico das gengivas a enfeitar o mundo fantástico e estranho que simetrias esquisitas e vivas pulsam com suas genitálias insaciáveis e obtusas que é extensão dos labirintos que os prendem. Ciclo de mortificação com o brilho florescente desse novo lodo que não passa de repetição grotesca.

 

Vários olhos brilham uma bolha humanoide com bracinhos, perninhas, bocarra que seu caralho encosta nos lábios, chora movendo as patinhas abissais. Sente o cheiro azedo do sexo e grita. Várias criaturinhas se aproximam. Movimentam-se aos milhares deslizando em matérias podres. A angustia é um perfume perigoso. Vermezinhos que só possuem uma boca olho e estomago incompletos mordem lascando olhos e carne. Mordem usando suas bocas sem línguas que se prendem no imenso caralho causando dor; a criatura sem defesa penetra o corpo cavernoso e testículos invadem o estranho ser dissolvendo-o por dentro. Sabendo que restava pouco tempo a criatura fechou os olhos que ainda restava, mordeu sua genitália, mastigou-a e engoliu. O pedaço de sexo mal entrou pelo tubo digestivo e foi devorado pelas criaturinhas.

 

O intestino a mostra trabalhando e pulsando líquidos viscosos escorrendo passando pelas pernas e gotejando no chão alimentando uma fauna que aos montes se aglomeram e disputam o melhor lugar. Tortos e azulados de cabeças chatas e sem dentes estremecem quando o sulco de seus prazeres é derramado nos lábios e narinas, nem se importam se o líquido queima por dentro. Os que conseguem beber são por pouco tempo, pois são esmagados pelos outros. Gritam estridentes e desafinados, acompanham a criatura que derrama sua vida em beneficio de suas vidas. Esperam tremulas o dia que ele caíra.

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