Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Jean Souza
Nascido em Salvador Bahia no início dos anos 80 Bast o transformou em gato por causa de uma aposta perdida o que ele adorou, condenado ao exílio do submundo escreve para poder passar o tempo na eternidade, lembra de sua vida como humano quando ouvia sludge metal, industrial e noise alisando seus gatos Adolfinho e Tina Turner. Pode ver as outras dimensões e dessas experiências tinge sua pena e começa a escrever, se inspira em Lautréamont, Gogól, Strindberg, Lovecraft, Augustos Dos Anjos, Balzac, Jack Kerauac e seres fantásticos como a alma atormentada de Barba Azul, as divindades Abbuto, Yebá Beló por exemplo, é uma nova entidade que não procura por riquezas ou títulos humanos, o que faz é apenas registro de mundos.





Prédios- Parte 3

 

Ele tem uma impingem no saco e coça até ferir. Seu andar de quadrupede é prejudicado, o ardor e a substancia aquosa desce pelas coxas e cai no lago pastoso. Lambe os dedos e sente cheiro do sexo apodrecendo, fica excitado e a coceira aumenta. É insuportável não suprir a vontade de cócoras se dá prazer ferindo o único meio de aliviar os sentidos. Esfola o pau. Pedaço de carne na lama e a pasta se junta ao montante. Esperma boia se espalhando e grudando nos fragmentos de dejetos orgânicos alimentando a fauna hedionda do prédio; não satisfeito continua a masturbar-se. Baba e peida, rala o membro na parede. Para por instantes com o braço direito pesado, olha pra trás e vê sua musa já esverdeada com barriga grande, algumas partes do corpo bem roídas, sem pele, lábios roxos, cara inchada, respirou o bafo do buraco morto, gostou do cheiro decadente, o talho expele o perfume que está acostumado a sentir, mas na boceta morta é concentrada sua pupila dilata, cheira e lambe o cu que desprende alguns ovos de parasitas, abre as pernas mortas e penetra o saco vazio, estoca seu amor acariciando os seios gelados, lambendo os mamilos, passando as mãos na barriga…  Goza com força, esbofeteia, seu amor está longe de terminar, passa o pau nas narinas enchendo a cara morta de sêmen, começa a gritar emocionado, vira a musa de costas e penetra mais uma vez; o ideal de prazer, essa explosão de volúpia bizarra chama atenção dos vizinhos que também excitados se juntam ao casal pós-homens e pós- mulheres; acariciam monstruosamente seus corpos, querem a mesma sensação e as fêmeas passam as mãos na musa, irradiam calor para o ideal gelado; eles levantam o casal, um macho excitado penetrou-o por traz quando o outro ejaculava, uma das fêmeas esfregou a boceta na cara da morta, caíram em cima de tudo que era buraco, por horas e horas gemidos, orgasmos, fluidos de um amor primitivamente idealizado, exploraram todas as posições no corpo gelado no final beijaram ardentemente os lábios podres, descolando parte da mascara, mostrando um sorriso continuo.

 

Continua…

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Jean Souza
Prédios- Parte 3

 

Ele tem uma impingem no saco e coça até ferir. Seu andar de quadrupede é prejudicado, o ardor e a substancia aquosa desce pelas coxas e cai no lago pastoso. Lambe os dedos e sente cheiro do sexo apodrecendo, fica excitado e a coceira aumenta. É insuportável não suprir a vontade de cócoras se dá prazer ferindo o único meio de aliviar os sentidos. Esfola o pau. Pedaço de carne na lama e a pasta se junta ao montante. Esperma boia se espalhando e grudando nos fragmentos de dejetos orgânicos alimentando a fauna hedionda do prédio; não satisfeito continua a masturbar-se. Baba e peida, rala o membro na parede. Para por instantes com o braço direito pesado, olha pra trás e vê sua musa já esverdeada com barriga grande, algumas partes do corpo bem roídas, sem pele, lábios roxos, cara inchada, respirou o bafo do buraco morto, gostou do cheiro decadente, o talho expele o perfume que está acostumado a sentir, mas na boceta morta é concentrada sua pupila dilata, cheira e lambe o cu que desprende alguns ovos de parasitas, abre as pernas mortas e penetra o saco vazio, estoca seu amor acariciando os seios gelados, lambendo os mamilos, passando as mãos na barriga…  Goza com força, esbofeteia, seu amor está longe de terminar, passa o pau nas narinas enchendo a cara morta de sêmen, começa a gritar emocionado, vira a musa de costas e penetra mais uma vez; o ideal de prazer, essa explosão de volúpia bizarra chama atenção dos vizinhos que também excitados se juntam ao casal pós-homens e pós- mulheres; acariciam monstruosamente seus corpos, querem a mesma sensação e as fêmeas passam as mãos na musa, irradiam calor para o ideal gelado; eles levantam o casal, um macho excitado penetrou-o por traz quando o outro ejaculava, uma das fêmeas esfregou a boceta na cara da morta, caíram em cima de tudo que era buraco, por horas e horas gemidos, orgasmos, fluidos de um amor primitivamente idealizado, exploraram todas as posições no corpo gelado no final beijaram ardentemente os lábios podres, descolando parte da mascara, mostrando um sorriso continuo.

 

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