Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Juliety Alves
Eu, Juliety Alves, 31 anos no exato momento em que ingresso nesses confins. Apaixonada por cinema, literatura e estudante de psicologia, desprovida de crenças e causos, apenas alguém que tem que ver para crer.







E se, deus?

O Existencialismo ateu de Sartre coloca o homem como o único responsável por sua existência. Essa responsabilidade leva ao sentimento de angústia, uma vez que se deus não existe, minhas ações e ações externas a mim, mas que refletem em minha vida são de cunho inteiramente particular e condizentes a uma ação ou atitude prévia… efeito causa X consequência.

Esse senso de responsabilidade não se aplica só para comigo, mas para toda a humanidade… efeito dominó.

Não há um ser superior que legitime os meus ou os seus atos, não há regras superiores a serem seguidas… As regras existentes foram criadas de homem para homem, de modo a manter uma certa padronização moral na sociedade, ou pelo menos tentar, moral é algo bem subjetivo.  

Os que fogem das regras estão às margens da sociedade, por isso o termo marginais.

O homem está só, podemos escolher entre o pior e o melhor de acordo com nossa visão de mundo e essa escolha é tão e unicamente de si próprio.

Não há terceirização de culpa ou da consequência entreposta da decisão tomada, dominamos nossas rédeas e é aí que abrimos morada para o vazio existencial, para a angústia que permeia, já que somos nós os culpados por tudo que nos segue.

Acredito que ter essa visão de que certo acontecimento se deu ou não, pois assim quis um ser superior, amortiza a culpa em um nível inimaginável, pois junto a culpa vem o bônus do remorso ou do arrependimento, aquele ” e se?”.

Se nada é minha ou sua culpa, somos marionetes manipuláveis enfrentando a existência sem nem saber o motivo por estarmos aqui. Não há razão, não preciso pensar por mim, os dias acontecem conforme um roteiro estipulado nas alturas.

Se algo der certo graças a deus, se não der, deus quis assim.

Fácil não é mesmo?

 

Juliety Alves
E se, deus?

O Existencialismo ateu de Sartre coloca o homem como o único responsável por sua existência. Essa responsabilidade leva ao sentimento de angústia, uma vez que se deus não existe, minhas ações e ações externas a mim, mas que refletem em minha vida são de cunho inteiramente particular e condizentes a uma ação ou atitude prévia… efeito causa X consequência.

Esse senso de responsabilidade não se aplica só para comigo, mas para toda a humanidade… efeito dominó.

Não há um ser superior que legitime os meus ou os seus atos, não há regras superiores a serem seguidas… As regras existentes foram criadas de homem para homem, de modo a manter uma certa padronização moral na sociedade, ou pelo menos tentar, moral é algo bem subjetivo.  

Os que fogem das regras estão às margens da sociedade, por isso o termo marginais.

O homem está só, podemos escolher entre o pior e o melhor de acordo com nossa visão de mundo e essa escolha é tão e unicamente de si próprio.

Não há terceirização de culpa ou da consequência entreposta da decisão tomada, dominamos nossas rédeas e é aí que abrimos morada para o vazio existencial, para a angústia que permeia, já que somos nós os culpados por tudo que nos segue.

Acredito que ter essa visão de que certo acontecimento se deu ou não, pois assim quis um ser superior, amortiza a culpa em um nível inimaginável, pois junto a culpa vem o bônus do remorso ou do arrependimento, aquele ” e se?”.

Se nada é minha ou sua culpa, somos marionetes manipuláveis enfrentando a existência sem nem saber o motivo por estarmos aqui. Não há razão, não preciso pensar por mim, os dias acontecem conforme um roteiro estipulado nas alturas.

Se algo der certo graças a deus, se não der, deus quis assim.

Fácil não é mesmo?