Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Juliety Alves
Eu, Juliety Alves, 31 anos no exato momento em que ingresso nesses confins. Apaixonada por cinema, literatura e estudante de psicologia, desprovida de crenças e causos, apenas alguém que tem que ver para crer.







Que dia é Hoje

– Senhora, que dia é hoje?
Ela me olha com um olhar de total espanto, ergue as sobrancelhas e parte pra cima de mim,
me enforcando até que caio no chão. Não conseguia enxergar mas escutava as pessoas
ao redor, elas murmuravam. Havia uma voz masculina, tento abrir os olhos mas estava tudo
turvo, vejo a silhueta de um homem, ele parecia estar de paletó e óculos escuros, ele se
destacava no meio daquelas pessoas vestidas de bege. A mulher contava a ele o que havia
acontecido e ele anotava enquanto se aproximava de mim, foi então que eu escutei
– Na terceira vez ela acorda. Vamos! Faça mais uma vez!
Não sinto nada, mas percebo que estão fazendo algo comigo.
Tento me mexer mas é impossível, não tinha o controle do meu corpo, mais alguns
segundos se passam e eu desperto no chão do meu quarto, suada, sem minhas roupas e
em pânico. Levanto com dificuldade, tentando entender tudo aquilo… Vou até o banheiro
jogar uma água fria no corpo e ao me olhar no espelho enxergo marcas roxas em volta do
meu pescoço… Ainda encarando meu reflexo, fico petrificada e as lágrimas escorrem na
mesma proporção do meu terror.

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Juliety Alves
Que dia é Hoje

– Senhora, que dia é hoje?
Ela me olha com um olhar de total espanto, ergue as sobrancelhas e parte pra cima de mim,
me enforcando até que caio no chão. Não conseguia enxergar mas escutava as pessoas
ao redor, elas murmuravam. Havia uma voz masculina, tento abrir os olhos mas estava tudo
turvo, vejo a silhueta de um homem, ele parecia estar de paletó e óculos escuros, ele se
destacava no meio daquelas pessoas vestidas de bege. A mulher contava a ele o que havia
acontecido e ele anotava enquanto se aproximava de mim, foi então que eu escutei
– Na terceira vez ela acorda. Vamos! Faça mais uma vez!
Não sinto nada, mas percebo que estão fazendo algo comigo.
Tento me mexer mas é impossível, não tinha o controle do meu corpo, mais alguns
segundos se passam e eu desperto no chão do meu quarto, suada, sem minhas roupas e
em pânico. Levanto com dificuldade, tentando entender tudo aquilo… Vou até o banheiro
jogar uma água fria no corpo e ao me olhar no espelho enxergo marcas roxas em volta do
meu pescoço… Ainda encarando meu reflexo, fico petrificada e as lágrimas escorrem na
mesma proporção do meu terror.

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