Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Lucas Matheus
Lucas Matheus Lima Medeiros nasceu em 17 de março de 1997, em Guarabira – PB, cidade que até hoje reside. Está finalizando as duas graduações, sendo uma em Direito pela UEPB – Campus III e outra em Sociologia pela UNIP – Polo Guarabira. Apaixonado por livros desde criança, desacreditava da possibilidade de escrever até ser convencido a tentar. Depois da publicação do seu primeiro livro: O Anjo Diabólico: A Odisseia de Lorde Taylor, o que antes parecia ser impossível vem se tornando uma energia vital. Com a publicação do primeiro livro, veio o discernimento de que para ele não há escolha exceto escrever... “A escrita liberta a alma e engradece o ser”. Lucas pretende se tornar professor universitário, e como não pode largar a escrita, escritor será até onde a vida permitir. No mais, ele é o tipo de pessoa que gosta de refletir constantemente e busca nos livros mais dúvidas para se livrar de repostas chatas sobre o mistério da vida. Costuma assistir o mesmo filme várias vezes e sempre para pra estudar tudo que for referente a Star Wars, Marvel e principalmente DC Comics. Procura escutar trilha sonoras dos filmes que mais gosta para fazer da vida um filme sem fim, mas eterno até onde possível. Quem sabe ele chega a conseguir ser professor de alguma universidade, até lá, livros a ler e a escrever estarão em andamento.





Corre!

– Você está bem?

Regis escutou a pergunta com certo eco. A queda que acabara de levar foi brutal. Sua bicicleta parecia inteira, mas ele sentia o gosto de sangue na boca. Aos poucos sua vista está focando, ele começa a enxergar Richard, o amigo preocupado. Por fim, Regis responde. 

– Só estou com dor no joelho.

15 minutos antes:

Regis encontra Richard pedalando pelo Bairro Novo, em pleno fim de ano, Guarabira pegava fogo. Os garotos não ligavam, e brigavam bastante. 

– Vamos correr? – pergunta Regis.

– Bora!

Richard vai na frente. Eles estão indo em sentido a barraca de fogos. 

– Vamos até a casa abandonada? 

– Agora? – Regis é medroso, mas não admite. 

– Sim! – Richard diz isso já a toda velocidade.

Regis tenta acompanhar.

Faltam 8 minutos. 

Regis para de pedalar. Olha para os lados. Richard está perto da casa, ao preceder que Regis parou, ele grita:

– Que foi???

– Pensei que alguém tinha me chamado. 

Faltam 3 minutos.

– Só tu mesmo com essas manias de criança! Sei não… 

– Corre!

Os garotos ficam vidrados com o que escutam, ambos olham para trás como se alguém tivesse acabado de falar bem perto dos seus ouvidos. Quando os garotos estavam prestes a sair dali eles ouvem: 

SHIRT, SHIRT. 

Escutando, ambos olham em direção ao gramado que fica próximo de onde eles estão. O som era como se alguém estivesse dando passos na grama ou mata seca. Era possível sentir a presença, mas não era possível vê-la. 

– Corre! – a voz fala tão baixo que se ambos não tivessem se entreolhando, achariam que estavam ouvindo coisas.

Regis fala com os lábios sem emitir nenhum som: – Você ouviu? 

Richard confirma com a cabeça. 

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Lucas Matheus
Corre!

– Você está bem?

Regis escutou a pergunta com certo eco. A queda que acabara de levar foi brutal. Sua bicicleta parecia inteira, mas ele sentia o gosto de sangue na boca. Aos poucos sua vista está focando, ele começa a enxergar Richard, o amigo preocupado. Por fim, Regis responde. 

– Só estou com dor no joelho.

15 minutos antes:

Regis encontra Richard pedalando pelo Bairro Novo, em pleno fim de ano, Guarabira pegava fogo. Os garotos não ligavam, e brigavam bastante. 

– Vamos correr? – pergunta Regis.

– Bora!

Richard vai na frente. Eles estão indo em sentido a barraca de fogos. 

– Vamos até a casa abandonada? 

– Agora? – Regis é medroso, mas não admite. 

– Sim! – Richard diz isso já a toda velocidade.

Regis tenta acompanhar.

Faltam 8 minutos. 

Regis para de pedalar. Olha para os lados. Richard está perto da casa, ao preceder que Regis parou, ele grita:

– Que foi???

– Pensei que alguém tinha me chamado. 

Faltam 3 minutos.

– Só tu mesmo com essas manias de criança! Sei não… 

– Corre!

Os garotos ficam vidrados com o que escutam, ambos olham para trás como se alguém tivesse acabado de falar bem perto dos seus ouvidos. Quando os garotos estavam prestes a sair dali eles ouvem: 

SHIRT, SHIRT. 

Escutando, ambos olham em direção ao gramado que fica próximo de onde eles estão. O som era como se alguém estivesse dando passos na grama ou mata seca. Era possível sentir a presença, mas não era possível vê-la. 

– Corre! – a voz fala tão baixo que se ambos não tivessem se entreolhando, achariam que estavam ouvindo coisas.

Regis fala com os lábios sem emitir nenhum som: – Você ouviu? 

Richard confirma com a cabeça. 

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