Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Lucas Vitoriano
Lucas Vitoriano é formado em História pela Universidade Federal do Ceará e possui especialização em Docência no Ensino Superior. Já teve vários contos selecionados para diversas antologias e possui romances escritos, porém ainda em processo de publicação. Amante de mitologia grega, fantasia e terror, a escrita é uma constante em sua vida. Está sempre revisando um romance enquanto já escreve o próximo.







A coisa que rasteja

Foi então que mirei na cabeça e descarreguei o segundo pente inteiro na criatura. Os tiros ressoaram altos, ecoando por todo o porão. Quando por fim terminei, senti o peso da criatura sobre mim. Ela estava morta. Esse havia sido meu primeiro acerto, mas já era tarde demais.

E é nesse ponto que agora me encontro, estirando no porão com o cadáver da coisa sobre mim. Já faz uma hora que ela morreu, talvez um pouco mais, talvez um pouco menos, isso realmente não importa. Meu corpo está morrendo e não me restam forças para sobreviver ou para deixar esse porão e procurar ajuda. A ferida feita pelas garras da coisa deixou minha pele enegrecida e o odor da morte se espalhou por todo meu corpo.

Eu nunca vou saber o que realmente era aquela criatura ou porque estava no porão da casa. Talvez a próxima pessoa que compre esse lugar também não saiba o que aconteceu comigo, mas isso realmente não importa. Estou morrendo e tudo que posso fazer e me amaldiçoar por não ter deixado esse lugar enquanto tive chance.

Mas agora, é tarde demais para qualquer coisa.

 

 

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Lucas Vitoriano
A coisa que rasteja

Foi então que mirei na cabeça e descarreguei o segundo pente inteiro na criatura. Os tiros ressoaram altos, ecoando por todo o porão. Quando por fim terminei, senti o peso da criatura sobre mim. Ela estava morta. Esse havia sido meu primeiro acerto, mas já era tarde demais.

E é nesse ponto que agora me encontro, estirando no porão com o cadáver da coisa sobre mim. Já faz uma hora que ela morreu, talvez um pouco mais, talvez um pouco menos, isso realmente não importa. Meu corpo está morrendo e não me restam forças para sobreviver ou para deixar esse porão e procurar ajuda. A ferida feita pelas garras da coisa deixou minha pele enegrecida e o odor da morte se espalhou por todo meu corpo.

Eu nunca vou saber o que realmente era aquela criatura ou porque estava no porão da casa. Talvez a próxima pessoa que compre esse lugar também não saiba o que aconteceu comigo, mas isso realmente não importa. Estou morrendo e tudo que posso fazer e me amaldiçoar por não ter deixado esse lugar enquanto tive chance.

Mas agora, é tarde demais para qualquer coisa.

 

 

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