Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Lucas Vitoriano
Lucas Vitoriano é formado em História pela Universidade Federal do Ceará e possui especialização em Docência no Ensino Superior. Já teve vários contos selecionados para diversas antologias e possui romances escritos, porém ainda em processo de publicação. Amante de mitologia grega, fantasia e terror, a escrita é uma constante em sua vida. Está sempre revisando um romance enquanto já escreve o próximo.







Seis Quarteirões

– Ei o que voc…
Me virei para falar com ele, mas não era ele quem estava ali. A pessoa atrás de mim não era Bruno, era… alguém totalmente diferente! Um homem mais velho, devia ter uns trinta anos e em nada se parecia com meu amigo. Vestia roupas velhas e um tanto rasgadas, sua barba estava por fazer e seus longos cabelos estavam despenteados. Ele sorriu para mim, um sorriso assustador exibindo dentes amarelados.
– A mente da gente nos prega umas peças de vez em quando não? – perguntou aterrorizante – a proposito não devia ficar falando sozinha na rua Carol, ainda mais dizendo seu próprio nome.
Quem era aquela pessoa? O que era aquela pessoa? Eu não sabia, mas não era meu amigo. Pela primeira vez senti um pavor real me percorrer a espinha. Paralisei de tanto medo. Aquele homem, aquela coisa, sorriu para mim, parecia se alimentar com meu medo. Ele se aproximou dois passos. Eu não sabia o que ele era e como havia me feito pensar que era Bruno, mas não havia tempo para pensar nisso. Não havia tempo para mais nada.
Eu estava tão assustada que não consegui sequer recuar. Tudo que via era aquele sorriso amarelo e seus olhos… negros e assustadores. Seja lá o que for que ele queria fazer comigo, rezei para que fosse rápido.

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Lucas Vitoriano
Seis Quarteirões

– Ei o que voc…
Me virei para falar com ele, mas não era ele quem estava ali. A pessoa atrás de mim não era Bruno, era… alguém totalmente diferente! Um homem mais velho, devia ter uns trinta anos e em nada se parecia com meu amigo. Vestia roupas velhas e um tanto rasgadas, sua barba estava por fazer e seus longos cabelos estavam despenteados. Ele sorriu para mim, um sorriso assustador exibindo dentes amarelados.
– A mente da gente nos prega umas peças de vez em quando não? – perguntou aterrorizante – a proposito não devia ficar falando sozinha na rua Carol, ainda mais dizendo seu próprio nome.
Quem era aquela pessoa? O que era aquela pessoa? Eu não sabia, mas não era meu amigo. Pela primeira vez senti um pavor real me percorrer a espinha. Paralisei de tanto medo. Aquele homem, aquela coisa, sorriu para mim, parecia se alimentar com meu medo. Ele se aproximou dois passos. Eu não sabia o que ele era e como havia me feito pensar que era Bruno, mas não havia tempo para pensar nisso. Não havia tempo para mais nada.
Eu estava tão assustada que não consegui sequer recuar. Tudo que via era aquele sorriso amarelo e seus olhos… negros e assustadores. Seja lá o que for que ele queria fazer comigo, rezei para que fosse rápido.

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