Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Luís Amorim
Luís Amorim, natural de Oeiras, Portugal, escreve poesia e prosa desde 2005. Tem já escritas 1050 histórias com 50 livros de ficção publicados, entre os quais Almas, Fantasias, Flores, Terra Ausente, O Mapa, “Contos I”, “Contos II” e “Sonetos”. Tem numerosas participações em antologias literárias, revistas e jornais na Europa e Brasil.

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A Mansão Assombrada

Ao entrar na mansão supostamente assombrada, palavras de chefe relembrei: “Vai lá e traz alguma prova de ser local com fantasmas. É fácil!” Avancei confiante nesse vaticínio e talvez por descuido de nada precavido conforme seria por demais evidente e conveniente, escorreguei não caindo por muito pouco mas detendo-me sobre cómoda que me deu vislumbre de vulto acenando com saco de plástico. Sem demoras mais, vi a oportunidade de levar comigo tal adereço mas depressa ele desapareceu. “Podia ter deixado o saco!” Nem adicional pensamento pude ter já testos de eventuais panelas eram para espanto meu sonoramente cumprimentados com sorriso igualmente audível. Não sei se a sobrenatural criatura era a mesma mas os testos percebi onde estariam. Atirei-me como se fosse um nadador de saltos para a água e até a senti no solo mas talvez fosse imaginação minha devido às dores sentidas e, ainda por cima, sem qualquer objecto recolhido. Tentei subir umas escadas mas de imediato levantou-se figura não propriamente deste mundo, parecendo ter lençol cobrindo seu corpo.

Lancei os braços para destapar meu oponente e recebi trocista risada por ficar de mãos vazias. Na perda de equilíbrio, caí para trás sem grandes mazelas que não adicionais ligeiras dores pois que a queda foi de pouca altura. Tinha vencido poucos degraus que me motivaram a levantar meu dorido esqueleto sem delongas nem queixumes para novo confronto, assim percebi, com fantasma por certo, só de ossos visíveis. Trazia um lenço qual pirata de eras outras que tentei subtrair com chicote que já poderia ter usado antes. Acertei e o pano da cor do sangue voou para o corredor mais abaixo. Precipitei-me no encalço dele, mas o lenço desaparecera. Tarde demais e eu até fora rápido. Entendi que não seria nesse dia o meu sucesso perante o sobrenatural pelo que resolvi dar saída, imaginando então o que diria ao chefe. Os fantasmas deram-me sugestão nas risadas que percebia lá atrás, mirando eu os tais objectos que eles bem acenavam.

Luís Amorim
A Mansão Assombrada

Ao entrar na mansão supostamente assombrada, palavras de chefe relembrei: “Vai lá e traz alguma prova de ser local com fantasmas. É fácil!” Avancei confiante nesse vaticínio e talvez por descuido de nada precavido conforme seria por demais evidente e conveniente, escorreguei não caindo por muito pouco mas detendo-me sobre cómoda que me deu vislumbre de vulto acenando com saco de plástico. Sem demoras mais, vi a oportunidade de levar comigo tal adereço mas depressa ele desapareceu. “Podia ter deixado o saco!” Nem adicional pensamento pude ter já testos de eventuais panelas eram para espanto meu sonoramente cumprimentados com sorriso igualmente audível. Não sei se a sobrenatural criatura era a mesma mas os testos percebi onde estariam. Atirei-me como se fosse um nadador de saltos para a água e até a senti no solo mas talvez fosse imaginação minha devido às dores sentidas e, ainda por cima, sem qualquer objecto recolhido. Tentei subir umas escadas mas de imediato levantou-se figura não propriamente deste mundo, parecendo ter lençol cobrindo seu corpo.

Lancei os braços para destapar meu oponente e recebi trocista risada por ficar de mãos vazias. Na perda de equilíbrio, caí para trás sem grandes mazelas que não adicionais ligeiras dores pois que a queda foi de pouca altura. Tinha vencido poucos degraus que me motivaram a levantar meu dorido esqueleto sem delongas nem queixumes para novo confronto, assim percebi, com fantasma por certo, só de ossos visíveis. Trazia um lenço qual pirata de eras outras que tentei subtrair com chicote que já poderia ter usado antes. Acertei e o pano da cor do sangue voou para o corredor mais abaixo. Precipitei-me no encalço dele, mas o lenço desaparecera. Tarde demais e eu até fora rápido. Entendi que não seria nesse dia o meu sucesso perante o sobrenatural pelo que resolvi dar saída, imaginando então o que diria ao chefe. Os fantasmas deram-me sugestão nas risadas que percebia lá atrás, mirando eu os tais objectos que eles bem acenavam.