Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Luís Amorim
Luís Amorim, natural de Oeiras, Portugal, escreve poesia e prosa desde 2005. Tem já escritas 1050 histórias com 50 livros de ficção publicados, entre os quais Almas, Fantasias, Flores, Terra Ausente, O Mapa, “Contos I”, “Contos II” e “Sonetos”. Tem numerosas participações em antologias literárias, revistas e jornais na Europa e Brasil.

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A Memória Sobre os Caminhantes

O chefe disse, se bem me recordo, para chegar no mais que possível fosse, antes da hora marcada. Portanto, cedo foi lembrança que me sorriu quando bati à porta. Esperava no paciente modo e demorado bem me pareceu quando finalmente me convidaram a entrar. Fez-me sinal para tomar assento à minha escolha, o vulto que percebi no possível da medida devido ao escuro que nos acompanhava. Era nocturna hora mas já não iria refilar como e quando fizera no antes, então perante o chefe. Mas como assim teria de ser, ali estava para o meu trabalho de exclusiva reportagem. Perguntei como era a vida do meu interlocutor durante o dia ao que resposta obtive de ser no descanso ocasional talvez mais para o frequente, ao que eu dei por escrito ser constante sem opção que fosse distinta. Pausa fiz para reparar na sala e seus adornos mas a escuridão não me deixava perceber muito para além de móveis alguns e biblioteca de grande dimensão. Foi-me oferecida uma bebida, à qual pensei dar recusa mas que no derradeiro instante me levou a antecipar o seguinte fingir no dar goles ocasionais sem beber sequer o que estaria no interior do copo. O chefe havia prevenido minha pessoa no referente a esse provável momento que obviamente não faltou. Perguntei qual o tempo preferido e recebi na volta ser a noite por sempre, excepções sem qualquer consideração. Não fiquei surpreendido e arrisquei um pouco mais na dita pretensão por uma foto para ser imprimida no jornal mas obtive a recusa mais aguardada. Para compor o texto inquiri pela memória selectiva dele por episódio algum dos curiosos ou fora do comum que lhe pudessem ter acontecido. Foi-me prevenido no cuidado preparar acerca do que estaria para vir. Ajeitei-me melhor para ficar mais confortável e senti que poderia ter ali um grande assunto que no futuro por breve acontecer seria de meu chefe, um digno orgulho. Então iniciou ele de memorizada ocorrência, verídica ou não, indiferença tanto me escrevia na vez aquela em que o meu anfitrião dizia ter integrado grupo de outros como ele, em nocturna ocasião, pois claro, rumo a um imponente castelo de longínquas paragens. Eram muitos, não sabendo precisar quantos nas dezenas que eu ousadamente acrescentei.

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Luís Amorim
A Memória Sobre os Caminhantes

O chefe disse, se bem me recordo, para chegar no mais que possível fosse, antes da hora marcada. Portanto, cedo foi lembrança que me sorriu quando bati à porta. Esperava no paciente modo e demorado bem me pareceu quando finalmente me convidaram a entrar. Fez-me sinal para tomar assento à minha escolha, o vulto que percebi no possível da medida devido ao escuro que nos acompanhava. Era nocturna hora mas já não iria refilar como e quando fizera no antes, então perante o chefe. Mas como assim teria de ser, ali estava para o meu trabalho de exclusiva reportagem. Perguntei como era a vida do meu interlocutor durante o dia ao que resposta obtive de ser no descanso ocasional talvez mais para o frequente, ao que eu dei por escrito ser constante sem opção que fosse distinta. Pausa fiz para reparar na sala e seus adornos mas a escuridão não me deixava perceber muito para além de móveis alguns e biblioteca de grande dimensão. Foi-me oferecida uma bebida, à qual pensei dar recusa mas que no derradeiro instante me levou a antecipar o seguinte fingir no dar goles ocasionais sem beber sequer o que estaria no interior do copo. O chefe havia prevenido minha pessoa no referente a esse provável momento que obviamente não faltou. Perguntei qual o tempo preferido e recebi na volta ser a noite por sempre, excepções sem qualquer consideração. Não fiquei surpreendido e arrisquei um pouco mais na dita pretensão por uma foto para ser imprimida no jornal mas obtive a recusa mais aguardada. Para compor o texto inquiri pela memória selectiva dele por episódio algum dos curiosos ou fora do comum que lhe pudessem ter acontecido. Foi-me prevenido no cuidado preparar acerca do que estaria para vir. Ajeitei-me melhor para ficar mais confortável e senti que poderia ter ali um grande assunto que no futuro por breve acontecer seria de meu chefe, um digno orgulho. Então iniciou ele de memorizada ocorrência, verídica ou não, indiferença tanto me escrevia na vez aquela em que o meu anfitrião dizia ter integrado grupo de outros como ele, em nocturna ocasião, pois claro, rumo a um imponente castelo de longínquas paragens. Eram muitos, não sabendo precisar quantos nas dezenas que eu ousadamente acrescentei.

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