Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Luís Amorim
Luís Amorim, natural de Oeiras, Portugal, escreve poesia e prosa desde 2005. Tem já escritas 1050 histórias com 50 livros de ficção publicados, entre os quais Almas, Fantasias, Flores, Terra Ausente, O Mapa, “Contos I”, “Contos II” e “Sonetos”. Tem numerosas participações em antologias literárias, revistas e jornais na Europa e Brasil.

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Os Caminhantes

Alegres eles caminhavam por entre ditas piadas e imaginadas outras ainda que não verbalizadas pelo menos no momento que de avanço era rumo ao castelo, aos olhos deles visto como um saboroso eventualmente garantido de sangue banquete. As humorísticas tiradas estariam adiadas para o interior centenário de pedra feita construção acastelada, cada vez mais próximo quando ansiosamente lá dentro estariam rodeados por gente outra e diversamente numerosa de quentes veias, assim eles o desejavam com ardor de garganta impaciente. Muitos eram os caminhantes de vampiresca estirpe que esfomeados pela sua tradicional ementa venciam as íngremes dificuldades do terreno para terem como reduzida de maior cada vez distância perante o de castelo previsivelmente certo nocturno banquete. E eis que após força imensa no caminhar, visível cansaço eles notavam no reciprocamente colectivo restando como interrogação no premente da altura se ainda existiriam suficientes energias para o prometedor degustar de sangue que os movera rumo monte acima com entrada de castelo já no

então de altura os recebendo, inclusive com abertura de gigantesco portão no comparativo à altura dos vampirescos seres feitos visitantes inesperados, ou talvez não, pois com misterioso estender de acesso, até com avermelhada vistosa na sua tonalidade, o tapete de notáveis dimensões, naturalmente os cumprimentou e lhes acenou convite de abrangência colectiva para não usarem de timidez eventualmente pensada como reveladora e finalmente pudessem fazer uso de entrada que só poderia ser de natureza triunfal. Apesar de algum desconfiar, os vampiros rodeados pela sua incontrolável fome deram os seus ofegantes seres para o espaço receptivo imediatamente ultrapassado perante o enorme salão que já no então avistavam, ainda que não pela sua totalidade. Mesa de ceia no quase de perder à vista foi compensada quando na sua extensa de vampira contagem vislumbraram que haveria pomposas cadeiras para todos. Com a final proximidade, os caminhantes perceberam que a majestosa ceia de mesa encontrava-se repleta de vultos, talvez cada qual pronto e reservado para vampiro recíproco chegando em conclusão na perigosa aproximação, a dizer-lhes esta, precisamente o contrário, pois cada vampiro ser é que estaria destinado ao vulto correspondente e de mente confortável por sentado, na ocasião de seu fim percebida como

um impaciente fantasma esperando pelo seu par nessa, desejavam eles, os fantasmagóricos seres, tão alegre como prazerosa e interminável noite.

Luís Amorim
Os Caminhantes

Alegres eles caminhavam por entre ditas piadas e imaginadas outras ainda que não verbalizadas pelo menos no momento que de avanço era rumo ao castelo, aos olhos deles visto como um saboroso eventualmente garantido de sangue banquete. As humorísticas tiradas estariam adiadas para o interior centenário de pedra feita construção acastelada, cada vez mais próximo quando ansiosamente lá dentro estariam rodeados por gente outra e diversamente numerosa de quentes veias, assim eles o desejavam com ardor de garganta impaciente. Muitos eram os caminhantes de vampiresca estirpe que esfomeados pela sua tradicional ementa venciam as íngremes dificuldades do terreno para terem como reduzida de maior cada vez distância perante o de castelo previsivelmente certo nocturno banquete. E eis que após força imensa no caminhar, visível cansaço eles notavam no reciprocamente colectivo restando como interrogação no premente da altura se ainda existiriam suficientes energias para o prometedor degustar de sangue que os movera rumo monte acima com entrada de castelo já no

então de altura os recebendo, inclusive com abertura de gigantesco portão no comparativo à altura dos vampirescos seres feitos visitantes inesperados, ou talvez não, pois com misterioso estender de acesso, até com avermelhada vistosa na sua tonalidade, o tapete de notáveis dimensões, naturalmente os cumprimentou e lhes acenou convite de abrangência colectiva para não usarem de timidez eventualmente pensada como reveladora e finalmente pudessem fazer uso de entrada que só poderia ser de natureza triunfal. Apesar de algum desconfiar, os vampiros rodeados pela sua incontrolável fome deram os seus ofegantes seres para o espaço receptivo imediatamente ultrapassado perante o enorme salão que já no então avistavam, ainda que não pela sua totalidade. Mesa de ceia no quase de perder à vista foi compensada quando na sua extensa de vampira contagem vislumbraram que haveria pomposas cadeiras para todos. Com a final proximidade, os caminhantes perceberam que a majestosa ceia de mesa encontrava-se repleta de vultos, talvez cada qual pronto e reservado para vampiro recíproco chegando em conclusão na perigosa aproximação, a dizer-lhes esta, precisamente o contrário, pois cada vampiro ser é que estaria destinado ao vulto correspondente e de mente confortável por sentado, na ocasião de seu fim percebida como

um impaciente fantasma esperando pelo seu par nessa, desejavam eles, os fantasmagóricos seres, tão alegre como prazerosa e interminável noite.