Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Marvyn Castilho
Marvyn Castilho, refugo alvitre de um lúrido homem, inumado no vetusto e lúbrico olhar da marafona do tempo. Integrante de algumas academias literárias no Brasil, membro da Academia de Letras y Artes de Valparaíso – Chile e do Núcleo de Letras e Artes de Buenos Aires – Argentina. Outrossim, idealizador e membro do projeto literomusical Vanitas e organizador das antologias "Ultrarromânticos, Góticos e Trágicos Poemas" e "Poetas Malditos Contemporâneos", pela editora Dark books.






Érika

Em uma noite lúrida…

Com um mavioso e pálido luar,

A solidão, meu ser foi abarcar,

A alcova era tétrica, como uma ermida.

 

Com um atro ar viciado e algente,

Eu tinha apenas uma garrafa de tinto, como alento,

Para silenciar o meu ingente lamento,

Em um debalde epílogo para esse ensejo dolente…

 

Com minh’ alma amofina e nua,

Precipitei um errar, pela erma rua,

Foi guando avistei uma silhueta langue.

 

Que desvelava um ínfero carpir, no seu olhar,

Que por amar, a existência veio a findar,

No álgido ósculo, que a morte tange.

 

Em VII de março de MMXX. E. V.

Dies saturni.

 

Em uma noite lúrida…

Com um mavioso e pálido luar,

A solidão, meu ser foi abarcar,

A alcova era tétrica, como uma ermida.

 

Com um atro ar viciado e algente,

Eu tinha apenas uma garrafa de tinto, como alento,

Para silenciar o meu ingente lamento,

Em um debalde epílogo para esse ensejo dolente…

 

Com minh’ alma amofina e nua,

Precipitei um errar, pela erma rua,

Foi guando avistei uma silhueta langue.

 

Que desvelava um ínfero carpir, no seu olhar,

Que por amar, a existência veio a findar,

No álgido ósculo, que a morte tange.

 

Em VII de março de MMXX. E. V.

Dies saturni.