Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Marvyn Castilho
Marvyn Castilho, refugo alvitre de um lúrido homem, inumado no vetusto e lúbrico olhar da marafona do tempo. Integrante de algumas academias literárias no Brasil, membro da Academia de Letras y Artes de Valparaíso – Chile e do Núcleo de Letras e Artes de Buenos Aires – Argentina. Outrossim, idealizador e membro do projeto literomusical Vanitas e organizador das antologias "Ultrarromânticos, Góticos e Trágicos Poemas" e "Poetas Malditos Contemporâneos", pela editora Dark books.






Morte

Dama deveras vorace e estéril,

Em seu lúgubre errar plangente de soluços,

Carnais andrajos, engelhados nos seus sopros,

Deixando algente até a cândida tez pueril.

 

Levando ao epílogo as nevroses,

Silenciando um ósculo de alento ao enfermiço.

E sob a lua cheia da noite eterna, no seu calabouço,

Toca sua elegia no violão, em acordes menores.

 

Dama que ama o nefasto e taciturno bardo,

O deixando sem viço e febril sobre o tálamo frígido,

Sob a sombra da mancenilha desenha epitáfios.

 

Errando aos sepulcrários…

Repisando sentimentos aziagos,

Nas lágrimas dos cenhos enlutados.

Dama deveras vorace e estéril,

Em seu lúgubre errar plangente de soluços,

Carnais andrajos, engelhados nos seus sopros,

Deixando algente até a cândida tez pueril.

 

Levando ao epílogo as nevroses,

Silenciando um ósculo de alento ao enfermiço.

E sob a lua cheia da noite eterna, no seu calabouço,

Toca sua elegia no violão, em acordes menores.

 

Dama que ama o nefasto e taciturno bardo,

O deixando sem viço e febril sobre o tálamo frígido,

Sob a sombra da mancenilha desenha epitáfios.

 

Errando aos sepulcrários…

Repisando sentimentos aziagos,

Nas lágrimas dos cenhos enlutados.