Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Pancho Belo Romariz
Há muito tempo, uma criança uniu a solidão e a perda à humanidade.
Ultimamente, é um espectro mortal.





Do Espelho

“Vejo-te outra vez, Miserável?

Ah… estes olhos cadavéricos…

Não sabes tu quan’stou pasmado

Em ver-te vivo em minha frente!

 

Alma e pele empalidecem…

Esvair-se-iu aos poucos teu sopro de vida

Restam só os restos

De tudo aquilo que outrora era vívido.

 

Nem sei dizer se estás meio-morto ou meio-vivo

Nada mais há de proveitoso

… já avançaste muito no defunto progresso.

 

Foi Deus quem legou-me tal martírio!

E, se como dizem, fosse mesmo piedoso

Não me deixaria ser o teu reflexo!”

Pancho Belo Romariz
Do Espelho

“Vejo-te outra vez, Miserável?

Ah… estes olhos cadavéricos…

Não sabes tu quan’stou pasmado

Em ver-te vivo em minha frente!

 

Alma e pele empalidecem…

Esvair-se-iu aos poucos teu sopro de vida

Restam só os restos

De tudo aquilo que outrora era vívido.

 

Nem sei dizer se estás meio-morto ou meio-vivo

Nada mais há de proveitoso

… já avançaste muito no defunto progresso.

 

Foi Deus quem legou-me tal martírio!

E, se como dizem, fosse mesmo piedoso

Não me deixaria ser o teu reflexo!”