Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Rodrigo A. Leonardi
Rodrigo A. Leonardi, fanático por literatura maldita e contos góticos. Desenhista técnico, cinéfilo. Como Músico ja fui baixista/vocalista e principal compositor da banda death grind Abuso Verbal. Colecionador de tudo que é interessante. Comecei a pegar gosto em escrever, quando li "O Capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio", de Bukowski, em um sórdido verão de 2011. Tenho um canal no YT, onde faço entrevistas com bandas autorais e começaremos em breve a fazer documentários sobre diversos temas, sempre voltado a música pesada e a cultura alternativa.






TEMPOS DE DEGOLA.

 

Depois de várias garrafas consumidas, acreditara eu que tudo estava em plena convicção com meus atos.

O mesmo fedor que exalava daquele bueiro, exalava de minha boca. Exausto em não poder acreditar que, pudera ser inocente em um mundo de culpados, um mundo obsoleto e sórdido onde carregava minha angustia e meu estado deplorável com toda a amargura que pairava sobre meu semblante pálido.

Mas a vida é assim mesmo, ainda mais quando se trata de minha pessoa. Todas as noites eu morro por dentro, revivo, morro de novo. Assim me comtemplo, me enojo, me contemplo outra vez.

Era preciso ser assim para que as coisas soassem da maneira correta em minha cabeça. Cabeça essa, que só pensava em degolar, outras cabeças.

A mente não para. Ela apenas tem minutos de descanso após o termino de outra degola.

Sociopatia, psicopatia?

Quem dera se fosse apenas isso.

Os meus tempos de degola estão chegando ao fim.

Aprendendo a me contentar, em secar garrafas. Por ora, ainda basta.

Aguardemos esse tempo passar, tudo muda. Conforme passa-se os tempos, também se muda os desejos. Em minha mente.

Os tempos de degolas chegaram ao fim.

Felizmente, infelizmente.

Rodrigo A. Leonardi
TEMPOS DE DEGOLA.

 

Depois de várias garrafas consumidas, acreditara eu que tudo estava em plena convicção com meus atos.

O mesmo fedor que exalava daquele bueiro, exalava de minha boca. Exausto em não poder acreditar que, pudera ser inocente em um mundo de culpados, um mundo obsoleto e sórdido onde carregava minha angustia e meu estado deplorável com toda a amargura que pairava sobre meu semblante pálido.

Mas a vida é assim mesmo, ainda mais quando se trata de minha pessoa. Todas as noites eu morro por dentro, revivo, morro de novo. Assim me comtemplo, me enojo, me contemplo outra vez.

Era preciso ser assim para que as coisas soassem da maneira correta em minha cabeça. Cabeça essa, que só pensava em degolar, outras cabeças.

A mente não para. Ela apenas tem minutos de descanso após o termino de outra degola.

Sociopatia, psicopatia?

Quem dera se fosse apenas isso.

Os meus tempos de degola estão chegando ao fim.

Aprendendo a me contentar, em secar garrafas. Por ora, ainda basta.

Aguardemos esse tempo passar, tudo muda. Conforme passa-se os tempos, também se muda os desejos. Em minha mente.

Os tempos de degolas chegaram ao fim.

Felizmente, infelizmente.