Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
S. C. Mendes
Estudante de Artes Visuais na cidade de Piracicaba – SP. Apaixonada por livros desde que se entende por gente, trabalhou por um tempo com projetos de RPG e dedicou alguns anos de sua vida no estudo de literatura com ênfase em terror, suspense, mitologia, folclore e filosofia existencialista.
Se inspira em autores como Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft, Charles Dickens, Shirley Jackson, Agatha Christie, Fiódor Dostoievski e Albert Camus.







A Flauta

Desde que sua familia mudou de casa, a jovem Joana escutava uma estranha
melodia vinda do sótão, sempre quando estava sozinha.
Certo dia conseguiu enfrentar seu medo e subiu até lá. A música parou no
mesmo instante, mas Joana pôde ver que no chão havia um objeto que refletia
a pouca luz vinda de uma franzina janelinha.
Era uma flauta prateada. Ela então a recolheu e voltou para sala, e desde
então seu tormento não teve fim.
Uma sombra estava sempre a espreita, sussurros eram ouvidos por detrás de
portas fechadas e cômodos vazios.
Até que em uma madrugada, acordou sem conseguir emitir qualquer som ou se
movimentar, apenas viu a sombra ao seu lado, que lhe sussurrou ao pé do
ouvido: “- Jamais tome para si o que pertence aos mortos”.
No dia seguinte seus pais lamentaram a morte prematura de sua jovem filha,
que morreu subitamente durante a madrugada, deixando como lembrança uma
flauta prateada.

S. C. Mendes
A Flauta

Desde que sua familia mudou de casa, a jovem Joana escutava uma estranha
melodia vinda do sótão, sempre quando estava sozinha.
Certo dia conseguiu enfrentar seu medo e subiu até lá. A música parou no
mesmo instante, mas Joana pôde ver que no chão havia um objeto que refletia
a pouca luz vinda de uma franzina janelinha.
Era uma flauta prateada. Ela então a recolheu e voltou para sala, e desde
então seu tormento não teve fim.
Uma sombra estava sempre a espreita, sussurros eram ouvidos por detrás de
portas fechadas e cômodos vazios.
Até que em uma madrugada, acordou sem conseguir emitir qualquer som ou se
movimentar, apenas viu a sombra ao seu lado, que lhe sussurrou ao pé do
ouvido: “- Jamais tome para si o que pertence aos mortos”.
No dia seguinte seus pais lamentaram a morte prematura de sua jovem filha,
que morreu subitamente durante a madrugada, deixando como lembrança uma
flauta prateada.