Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Venosa Rodrigues
Venosa Rodrigues - Nascido no interior de lugar nenhum. Poeta maldito, contista miserável, dramaturgo fracassado. Morro por tudo e vivo por nada. Gerado dos excrementos de Byron, Rimbaud, Baudelaire, Bukowski, Augusto dos Anjos, e Marquês de Sade. Meus escritos são reflexo de uma mente desvairada e merencória.





Cowboy Moderno

‘’Vida, liberdade, e a busca por vingança’’
Django livre

As mãos tremulantes seguravam o duro gatilho de uma Taurus 838. O sangue fervendo e a cabeça farta de vã filosofia e apática moral. O fel sujava-lhe o espírito (eles vão pagar sim eles vão eu juro eles vão ter o que merecem) enquanto uma oração era entoada de seus lábios.
Lampião era seus Jesus, e levava-o no coração. Sua conduta era dos bravos do oeste e dos cangaceiros do agreste.
O corpo esquelético e pálido caminhava pelos corredores onde, duramente, durante anos, fora surrado, cuspido, chutado e humilhado.
O corpo era como de um sôfrego moribundo, mas o âmago era de cowboy, desses que só existem em velhos filmes de faroeste (eu vou foder todos eles vou sim hoje todos morrem todos eles todos). Os dedos deslizaram pelo corpo prateado da arma e o gatilho fora puxado. Os murmurinhos e as banais conversas adolescentes foram cortadas pelo som estridente e metálico da bala cortando o ar. O ambiente escolar, em questão de segundos, tornara-se um inferno dantesco. Gritos (são melodias para os meus ouvidos), sangue e corpos caindo aos seus pés. Não havia desculpas, não havia misericórdia (vocês causaram isso apenas vocês vão se lamentar no inferno).
Em pouco mais de uma hora tudo estava acabado, fora feito justiça.
Com um sorriso de satisfação no rosto, em meio ao corpo dos que outrora o humilharam, disparou contra o próprio crânio, martirizando-se na própria vingança.

 

Venosa Rodrigues
Cowboy Moderno

‘’Vida, liberdade, e a busca por vingança’’
Django livre

As mãos tremulantes seguravam o duro gatilho de uma Taurus 838. O sangue fervendo e a cabeça farta de vã filosofia e apática moral. O fel sujava-lhe o espírito (eles vão pagar sim eles vão eu juro eles vão ter o que merecem) enquanto uma oração era entoada de seus lábios.
Lampião era seus Jesus, e levava-o no coração. Sua conduta era dos bravos do oeste e dos cangaceiros do agreste.
O corpo esquelético e pálido caminhava pelos corredores onde, duramente, durante anos, fora surrado, cuspido, chutado e humilhado.
O corpo era como de um sôfrego moribundo, mas o âmago era de cowboy, desses que só existem em velhos filmes de faroeste (eu vou foder todos eles vou sim hoje todos morrem todos eles todos). Os dedos deslizaram pelo corpo prateado da arma e o gatilho fora puxado. Os murmurinhos e as banais conversas adolescentes foram cortadas pelo som estridente e metálico da bala cortando o ar. O ambiente escolar, em questão de segundos, tornara-se um inferno dantesco. Gritos (são melodias para os meus ouvidos), sangue e corpos caindo aos seus pés. Não havia desculpas, não havia misericórdia (vocês causaram isso apenas vocês vão se lamentar no inferno).
Em pouco mais de uma hora tudo estava acabado, fora feito justiça.
Com um sorriso de satisfação no rosto, em meio ao corpo dos que outrora o humilharam, disparou contra o próprio crânio, martirizando-se na própria vingança.