Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Venosa Rodrigues
Venosa Rodrigues - Nascido no interior de lugar nenhum. Poeta maldito, contista miserável, dramaturgo fracassado. Morro por tudo e vivo por nada. Gerado dos excrementos de Byron, Rimbaud, Baudelaire, Bukowski, Augusto dos Anjos, e Marquês de Sade. Meus escritos são reflexo de uma mente desvairada e merencória.





Misantropia

Ao deitar-me embriagado em memórias angustiantes que, de fato, corroíam minhas entranhas, logo senti uma inevitável vontade de sair pelas ruas à procura de diversão barata. Não tardei a colocar as minhas calças e adoçar minha boca com vinho barato. As ruas estavam cobertas por uma turba gritante de putas e párias que, como eu, sentiam-se deslocados e merencórios –verdadeiros misantropos que tentam esconder os problemas com sexo, jogos e tudo que há de mais bizarro na terra.- Continuei a caminhar até avistar uma linda garota de pouca idade, cabelos de um loiro mortuário e dentes pobres (a verdadeira prostituta da babilônia) que acenava para mim. Levei-a até um canto –a cidade há anos vivia em caos, por isso não havia nenhum problema em se aliviar em um canto isolado- e logo comecei a foder seu órgão que mais parecia pertencer a um cadáver pútrido. Logo senti seus dentes podres cravarem em meus pescoço, dei um grito que facilmente podia ser confundido com uma besta em cólera. Meu sangue escorria até meu peitoral e respingava em minhas genitálias. A prostituta tirou uma faca e logo estava a me esfaquear. Não me senti furioso ou com medo da morte, me senti agradecido por morrer no meio de uma transa barata.

Venosa Rodrigues
Misantropia

Ao deitar-me embriagado em memórias angustiantes que, de fato, corroíam minhas entranhas, logo senti uma inevitável vontade de sair pelas ruas à procura de diversão barata. Não tardei a colocar as minhas calças e adoçar minha boca com vinho barato. As ruas estavam cobertas por uma turba gritante de putas e párias que, como eu, sentiam-se deslocados e merencórios –verdadeiros misantropos que tentam esconder os problemas com sexo, jogos e tudo que há de mais bizarro na terra.- Continuei a caminhar até avistar uma linda garota de pouca idade, cabelos de um loiro mortuário e dentes pobres (a verdadeira prostituta da babilônia) que acenava para mim. Levei-a até um canto –a cidade há anos vivia em caos, por isso não havia nenhum problema em se aliviar em um canto isolado- e logo comecei a foder seu órgão que mais parecia pertencer a um cadáver pútrido. Logo senti seus dentes podres cravarem em meus pescoço, dei um grito que facilmente podia ser confundido com uma besta em cólera. Meu sangue escorria até meu peitoral e respingava em minhas genitálias. A prostituta tirou uma faca e logo estava a me esfaquear. Não me senti furioso ou com medo da morte, me senti agradecido por morrer no meio de uma transa barata.