Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Venosa Rodrigues
Venosa Rodrigues - Nascido no interior de lugar nenhum. Poeta maldito, contista miserável, dramaturgo fracassado. Morro por tudo e vivo por nada. Gerado dos excrementos de Byron, Rimbaud, Baudelaire, Bukowski, Augusto dos Anjos, e Marquês de Sade. Meus escritos são reflexo de uma mente desvairada e merencória.





Realidade distopica

Vivendo no tédio seco e intrínseco é que penso em desistir. Dia sim, dia não tento fomentar alguma esperança vã, alguma vaga desculpa que me impeça de amarrar uma corda em meu pescoço e pular para o fim inevitável. Bobeira. Onde alguém consegue encontrar esperanças ou motivos para viver quando a vida constantemente coloca com força no seu rabo, te comendo com força, no seco?

 

Somos alimentados com mentiras todos os dias, mensagens de autoajuda, frases prontas, livros recheados com merda motivacional, escritos por porcos burgueses que lucram em cima de párias sem amor próprio. Eu limpo meu cu com todos eles e continuo a rastejar como um verme. Podre e inacessível. Me alimento de lixo. Bebo minha própria urina.

 

Como todos os outros, continuo sendo um escravo do sistema. Me levanto cotidianamente no mesmo horário para encher o bolso de algum canalha que não sabe o meu nome. Prostituindo minha força de trabalho, chupando o pau de um empresário gordo por dignidade e respeito. Ninguém disse que seria fácil. Se eu soubesse, teria me agarrado ao útero, me escondendo feito um rato medroso

Venosa Rodrigues
Realidade distopica

Vivendo no tédio seco e intrínseco é que penso em desistir. Dia sim, dia não tento fomentar alguma esperança vã, alguma vaga desculpa que me impeça de amarrar uma corda em meu pescoço e pular para o fim inevitável. Bobeira. Onde alguém consegue encontrar esperanças ou motivos para viver quando a vida constantemente coloca com força no seu rabo, te comendo com força, no seco?

 

Somos alimentados com mentiras todos os dias, mensagens de autoajuda, frases prontas, livros recheados com merda motivacional, escritos por porcos burgueses que lucram em cima de párias sem amor próprio. Eu limpo meu cu com todos eles e continuo a rastejar como um verme. Podre e inacessível. Me alimento de lixo. Bebo minha própria urina.

 

Como todos os outros, continuo sendo um escravo do sistema. Me levanto cotidianamente no mesmo horário para encher o bolso de algum canalha que não sabe o meu nome. Prostituindo minha força de trabalho, chupando o pau de um empresário gordo por dignidade e respeito. Ninguém disse que seria fácil. Se eu soubesse, teria me agarrado ao útero, me escondendo feito um rato medroso