Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
William Fontana
Pseudônimo de Gerson M.A. fotógrafo, contista, novelista, ensaísta, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da Síndrome de Aspeger com dupla excepcionalidade, superdotado (Qi 163) e cristão, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica), UBE (União Brasileira de Escritores) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve mais 35 contos selecionados e publicados na Revista Litera, site Maldohorror, Primeiro Capítulo, Conexão Literatura, Creepypasta Brasil, Revista Literomancia, nas antologias Arte do Terror, Mirage, Nemephile, assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tendo os contos 'O Poço' (2017) e ‘Inominável do Além’ (2018) e 'Império de Tendor' (2019) selecionado como um dos melhores de seus respectivos anos pela revisa Litera Livre. Tem 30 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco).






Museu dos Deméritos Humanos

– Gengis Khan jogava os inimigos deles em catapultas contra seus adversários. Imagine as imagens deles sendo despedaçados. – Falou Zé Nossab.

– Prefiro a galeria dos serial killers, tem todos nomes, e lá tem recriação mesmo das roupas das prostitutas mortas por Jack, o Estripador. – Repercutiu Zé Faro Lima quase tendo uma ereção no setor de torturas sexuais, pois o estupro era uma das mais antigas armas de guerra aos povos invadidos e dominados.

Poucas vezes os dois Zés se sentiram tão vivamente entusiasmados, ofegantes em rememorar as dores dos milhares de mortos dessa tortuosa história humana em seus maiores horrores.

– Todos temos em nós uma centelha do Inferno, Zé Nossab. O efeito Lúcifer prova isso. As pessoas não são inteligentes o bastante para entender nossas necessidades hediondas antissociais. – Completou ele com seu amigo assentindo. – Sofres pois vives ante a negação da morte.

Os passos deles se ouviam nas galerias por onde passavam. Galerias sobre a Bastilha e masmorras medievais, calabouços e manicômios tenebrosos do século XIX e mesmo um espaço especial para os trens de loucos para o hospício de Barbacena ao lado do setor da Colônia Dignidad, do Chile.

Tudo até que na última seção viram eles um homem que entusiasmado notou estes debatendo sobre as atrocidades humanas e os interrompeu.

– Sabe, isso tudo me traz memórias muito vivas, por isso investi meu patrocínio na construção disso. Dinheiro de gerações criaram esse memorial, um revival a vidas que fizeram esse mundo ser mais divertido ante o tédio da bondade e amor mútuo. – Completou. – Pense num mundo onde tudo isso voltará ser a realidade? Eternamente! Um devir de todos males numa transcendência infernal. Há muitas potenciais possibilidades aqui. Ditaduras fascistas, nazistas, a tiranias monárquicas e impérios despóticos ao totalitarismo e absolutismo, há futuros onde todos são remendados entre si pelo união as raízes dos males passados.

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William Fontana
Museu dos Deméritos Humanos

– Gengis Khan jogava os inimigos deles em catapultas contra seus adversários. Imagine as imagens deles sendo despedaçados. – Falou Zé Nossab.

– Prefiro a galeria dos serial killers, tem todos nomes, e lá tem recriação mesmo das roupas das prostitutas mortas por Jack, o Estripador. – Repercutiu Zé Faro Lima quase tendo uma ereção no setor de torturas sexuais, pois o estupro era uma das mais antigas armas de guerra aos povos invadidos e dominados.

Poucas vezes os dois Zés se sentiram tão vivamente entusiasmados, ofegantes em rememorar as dores dos milhares de mortos dessa tortuosa história humana em seus maiores horrores.

– Todos temos em nós uma centelha do Inferno, Zé Nossab. O efeito Lúcifer prova isso. As pessoas não são inteligentes o bastante para entender nossas necessidades hediondas antissociais. – Completou ele com seu amigo assentindo. – Sofres pois vives ante a negação da morte.

Os passos deles se ouviam nas galerias por onde passavam. Galerias sobre a Bastilha e masmorras medievais, calabouços e manicômios tenebrosos do século XIX e mesmo um espaço especial para os trens de loucos para o hospício de Barbacena ao lado do setor da Colônia Dignidad, do Chile.

Tudo até que na última seção viram eles um homem que entusiasmado notou estes debatendo sobre as atrocidades humanas e os interrompeu.

– Sabe, isso tudo me traz memórias muito vivas, por isso investi meu patrocínio na construção disso. Dinheiro de gerações criaram esse memorial, um revival a vidas que fizeram esse mundo ser mais divertido ante o tédio da bondade e amor mútuo. – Completou. – Pense num mundo onde tudo isso voltará ser a realidade? Eternamente! Um devir de todos males numa transcendência infernal. Há muitas potenciais possibilidades aqui. Ditaduras fascistas, nazistas, a tiranias monárquicas e impérios despóticos ao totalitarismo e absolutismo, há futuros onde todos são remendados entre si pelo união as raízes dos males passados.

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